Ataques de 11 de Setembro desencadeiam ondas globais de conflito e mudanças políticas

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 11/09/2026 04:00
Ataques de 11 de Setembro desencadeiam ondas globais de conflito e mudanças políticas

Foto: via O GLOBO

Em 11 de setembro de 2001, três aviões comerciais foram sequestrados e colidiram contra as torres do World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, em Washington, enquanto um quarto avião caiu em um campo na Pensilvânia, marcando o maior ataque externo ao solo americano.

O presidente George W. Bush, em resposta imediata, declarou o início da chamada Guerra ao Terror, acionou o Artigo 5º da OTAN e ordenou a invasão do Afeganistão, acusando o país de abrigar a rede al‑Qaeda e seu líder Osama bin Laden; o regime talibã foi derrubado em poucas semanas, mas o conflito se estendeu por quase duas décadas.

Durante o regime talibã, cinco anos após sua retomada, as mulheres foram totalmente excluídas da esfera pública, uma restrição que se manteve até a queda do governo.

Na mesma época, os Estados Unidos inauguraram o complexo prisional de Guantánamo, em Cuba, que rapidamente se tornou símbolo de violações de direitos humanos e permanece aberto, contrariando promessas de encerramento feitas por dois presidentes norte‑americanos.

O suposto mentor dos atentados, Khalid Sheikh Muhammad, teve seu julgamento agendado para 2028, evidenciando a longa tramitação judicial dos casos ligados ao 11 de setembro.

Logo depois, os EUA invadiram o Iraque e destituíram Saddam Hussein, embora não houvesse vínculo comprovado entre seu regime e os ataques de 2001; a ocupação gerou instabilidade que facilitou o surgimento de facções radicais, inclusive ramificações da al‑Qaeda.

Em retaliação à participação britânica nas guerras do Iraque e Afeganistão, a al‑Qaeda realizou uma série de atentados a bomba em Londres, que deixaram mais de 50 mortos e cerca de 700 feridos, além de desencadear casos judiciais como o de Jean Charles, vítima indireta que enfrentou sete disparos e um prolongado processo.

A Primavera Árabe, iniciada na Tunísia, desencadeou protestos massivos contra regimes autoritários no Norte da África e Oriente Médio; a subsequente instabilidade favoreceu a ascensão do Estado Islâmico, que proclamou um califado em territórios do Iraque e da Síria, controlando uma área maior que a de diversos países por mais de dois anos antes de ser reduzido por ofensivas militares conjuntas dos EUA, Rússia e forças curdas.

Mesmo após a queda territorial do ISIS, a organização manteve alianças na África e Ásia e continuou a recrutar “lobos solitários”, inclusive utilizando inteligência artificial para atrair jihadistas no Reino Unido.

O ciclo de conflitos culminou com a retirada caótica das tropas americanas do Afeganistão, que permitiu ao Talibã retomar o poder, encerrando um capítulo de quase 20 anos de intervenção estrangeira.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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