25 anos do 11 de setembro: familiares ainda aguardam julgamento do suposto cérebro dos ataques

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 11/09/2026 03:40
25 anos do 11 de setembro: familiares ainda aguardam julgamento do suposto cérebro dos ataques

Foto: via Folha de S.Paulo

O governo dos Estados Unidos descreve o 11 de setembro de 2001 como o mais grave crime cometido em solo americano na história moderna, mas, passados 25 anos, o processo contra Khalid Sheikh Mohammed – apontado como o principal articulador dos ataques – ainda não chegou ao tribunal.

Na data trágica, dois aviões foram sequestrados e colidiram contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, um terceiro atingiu o Pentágono, na Virgínia, e um quarto caiu em campo aberto na Pensilvânia após a resistência dos passageiros. O número oficial de mortos chegou a quase 3.000 pessoas.

Entre as vítimas estavam Tom Resta, seu irmão John e sua esposa Sylvia, que estava grávida de sete meses. O casal trabalhava como operadores financeiros no 92º andar da Torre Norte. Poucos dias antes dos ataques, eles decoravam o quarto do bebê que esperavam, usando personagens do programa infantil "As Pistas de Blue" (1996‑2006), e sonhavam com a chegada da criança.

Tom Resta, ainda emocionado, relatou que sente um nó na garganta ao relembrar o ocorrido e que o trauma permanece constante em sua memória. Ele já viajou quatro vezes à base naval de Guantánamo, em Cuba, para acompanhar as audiências preliminares que definem o futuro do julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, também conhecido pelas iniciais KSM, e de outros acusados.

As sessões são realizadas em uma sala de alta segurança, onde familiares, selecionados por meio de sorteio, assistem separadamente dos réus por um vidro espesso, ao lado de jornalistas. Até o momento, cinco juízes militares diferentes conduziram o processo, que tem se mostrado árduo e moroso.

No mês passado, à medida que se aproximava o 25º aniversário dos atentados, houve um avanço: a data do julgamento de Mohammed foi fixada para junho de 2028. Contudo, Resta alerta que novos atrasos são possíveis e que muitos familiares temem não viver o suficiente para presenciar o veredicto.

Ele menciona que seu pai completará 98 anos em novembro e duvida que ele alcance o dia do julgamento; outros tios e tias também podem não estar presentes. Resta acrescenta que espera que todos os acusados ainda estejam vivos quando o processo for concluído, o que representa uma preocupação adicional para as famílias.

No início deste ano, Stephan Gerhardt realizou sua sexta visita à Guantánamo, demonstrando o contínuo interesse de alguns observadores externos nas etapas que antecedem o julgamento.

Com informacoes de Folha de S.Paulo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

Cobre o que o Brasil está buscando agora: famosos, esporte, tech, games e virais.