Aprovação de Lula se mantém estável apesar de desgaste com caso Lulinha, aponta pesquisa da Quaest

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 02/09/2026 13:00
Aprovação de Lula se mantém estável apesar de desgaste com caso Lulinha, aponta pesquisa da Quaest

Foto: via O GLOBO

Uma nova pesquisa realizada pela Quaest indica que, mesmo após a abertura de três inquéritos pela Polícia Federal contra Fábio Luís, filho do presidente Lula, a avaliação geral da sua gestão permanece estável.

Os inquéritos investigam suposto tráfico de influência na Saúde, favorecimento na Dataprev e possíveis negócios ilícitos dentro do governo.

Os resultados da sondagem revelam que a desaprovação entre eleitores de 16 a 24 anos aumentou seis pontos, passando de 47% para 53% desde o levantamento anterior, realizado em 14 de agosto. Entre os eleitores independentes, a desaprovação subiu de 48% para 52%, embora esses números estejam dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Na pesquisa anterior, a desaprovação já havia superado a aprovação, registrando 48% contra 46%; a variação de um ponto percentual na aprovação está dentro da margem de erro. Seis por cento dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Em entrevista à TV Globo, Lula foi questionado sobre o andamento dos três inquéritos que investigam seu filho. A Polícia Federal solicitou autorização ao Supremo Tribunal Federal após encontrar indícios de que Lulinha teria atuado em conjunto com a lobista Roberta Luchsinger nas apurações de desvios ilegais em aposentadorias do INSS. A corporação também analisa um repasse da empresária a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex‑chefe de gabinete do petista. Lula qualificou as acusações como “ilações”, afirmou que seu filho provará inocência e negou qualquer blindagem aos investigados.

A estratégia da gestão petista inclui a busca por pautas que possam gerar reação positiva em segmentos estratégicos da população. Na semana anterior, Lula se encontrou com Hugo Motta, presidente da Câmara (Republicanos‑PB), que anunciou apoio ao petista na corrida presidencial, e com Davi Alcolumbre, presidente do Senado (União Brasil‑AP), que já avançou em temas como o fim da escala 6x1.

Há um ano, a desaprovação do governo Lula era de 51%. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, a aprovação subiu de 46% para 48%.

Segundo a Quaest, a avaliação negativa do governo atualmente é de 37%, enquanto 35% dos entrevistados o consideram positivo. Vinte e cinco por cento o classificam como regular e 3% não souberam ou não responderam.

No Nordeste, a avaliação positiva recuou nove pontos, de 55% para 46%, atingindo o limite da margem de erro de quatro pontos; a avaliação negativa subiu de 20% para 26%. No Sul, a avaliação negativa diminuiu oito pontos, de 52% para 44%; já no Centro‑Oeste, a avaliação negativa aumentou dez pontos, de 32% para 42%, com margens de erro de seis e cinco pontos, respectivamente.

Entre eleitores de 16 a 24 anos, cuja margem de erro é de quatro pontos, a avaliação negativa passou de 35% para 42% e a avaliação positiva recuou de 32% para 27%.

Quanto à percepção da economia no último ano, apenas 19% dos eleitores afirmam que ela melhorou, 29% dizem que não observaram mudança, 49% acreditam que piorou e 3% não souberam ou não quiseram responder.

Os indicadores econômicos mostram que o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre, desacelerando em relação ao crescimento de 1,1% registrado nos três primeiros meses de 2025, e o consumo das famílias recuou 0,4% no mesmo período.

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro para a amostra geral é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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