Após derrota de Paes, reeleição de Cavaliere no Rio em 2028 vira prioridade para grupo manter a capital como base
O revés de Eduardo Paes nas eleições estaduais do Rio evidencia a complexa situação dos prefeitos da capital, que enfrentam desafios para ampliar sua influência no âmbito estadual.
Marcelo Cavaliere assumiu a prefeitura em março, após a renúncia de Paes para concorrer ao governo do estado. Com 32 anos, Cavaliere se tornou o prefeito mais jovem da história do município e contava com a vitória do aliado para concretizar a tão desejada "dobradinha" entre cidade e estado, estratégia não observada desde os primeiros mandatos de Paes, quando ambas as gestões eram lideradas pelo antigo PMDB do Rio.
Garantir a reeleição de Cavaliere em 2028 e preservar a segunda maior cidade do país como bastião do grupo político no estado tornou‑se a principal prioridade; nesse cenário, o ex‑prefeito Paes deve desempenhar papel relevante nos bastidores.
Em nota de agradecimento divulgada na quinta‑feira, Paes reconheceu a derrota e ressaltou que ter recebido a maioria dos votos na capital representa um “reconhecimento da população” ao trabalho e às “transformações” realizadas por sua equipe.
O PL, que celebra a vitória de Paes na capital, afirmou que não medirá esforços para conquistar o Rio, sobretudo diante da alta popularidade do candidato Ruas.
Entre os nomes já citados como possíveis candidatos para a disputa de 2028 está a deputada estadual India Armelau, reeleita como a mais votada para a Assembleia Legislativa, além de nomes recorrentes como o deputado federal e ex‑ministro da Saúde Eduardo Pazuello.
A direita bolsonarista, fortalecida nos últimos meses, exigirá que o PSD do Rio administre a aliança que, ao deixar o PSOL como única oposição à dupla Paes‑Cavaliere, criou um cenário de polarização. O PT, maior partido da esquerda, apoiou Paes nas eleições municipais de 2024 e na estadual deste ano, mas mantém parlamentares federais que podem pressionar Cavaliere, como o duas vezes candidato Marcelo Freixo.
Apesar do foco atual estar no segundo turno da disputa presidencial, os petistas evitam discutir estratégias para 2028.
No grupo de Paes, a vitória na capital tem servido de consolo para impulsionar a continuidade do trabalho de Cavaliere. O deputado federal reeleito Daniel Soranz (PSD), aliado próximo, declarou que “embora tenhamos perdido a disputa estadual, a eleição mostrou que temos uma força muito grande na capital; o eleitor valorizou nossas entregas, já que Paes recebeu 52% e ganharia no primeiro turno se a disputa fosse só nela”.
No entanto, o desempenho ficou aquém das expectativas. Quando Paes foi reeleito prefeito há dois anos, concedeu vantagem de 900 mil votos a Alexandre Ramagem (PL). Considerando apenas o município, a diferença para Ruas foi de 410 mil votos.
Os aliados interpretam que eleitores simpatizantes a Paes priorizaram, no momento da votação, a dobradinha ideológica e partidária entre Ruas e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que superou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em quase todas as zonas eleitorais do estado. Na capital, bairros densamente povoados como Campo Grande, na Zona Oeste, concederam vitória ao candidato do PL, apesar da boa avaliação de Paes naquela região.
Em outra frente, a Amazon está negociando a compra da startup de inteligência artificial Decart por cerca de US$ 7 bilhões, conforme divulgado pelo Wall Street Journal. A venda da empresa para a Anthropic chegou a ser avaliada, mas a companhia responsável pelo modelo Claude desistiu da operação em setembro.
Um incêndio de grandes proporções atingiu a Igreja Matriz de Treze de Maio, em Santa Catarina, logo após o término da missa. O fogo danificou toda a estrutura do templo; moradores conseguiram retirar imagens sacras e bancos antes que as chamas se propagassem, e ninguém ficou ferido.
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A sátira ambiental dirigida por Alejandro González Iñárritu, intitulada “Digger”, pode se tornar um dos maiores fracassos de todos os tempos, segundo indicadores de bilheteria do segundo fim de semana.
Com informacoes de O GLOBO.

