Alice Wegmann estreia como protagonista na Netflix em Dom de Iludir e afirma que recusar seria estupidez

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 29/10/2026 23:40
Alice Wegmann estreia como protagonista na Netflix em Dom de Iludir e afirma que recusar seria estupidez

Foto: via VEJA

A atriz Alice Wegmann, que acumula duas décadas de atuação em televisão e cinema, celebra a primeira vez como protagonista em uma produção da Netflix ao estrear na série Dom de Iludir, um novo projeto que combina suspense e melodrama.

Dirigida por Mauro Mendonça Filho, a série conta com 10 episódios e mergulha em uma trama que expõe corrupção entre elites, golpes de ambição e manipulação por meio da fé.

No enredo, Wegmann interpreta Maíra, uma jovem herdeira vulnerável que mantém uma relação simbiótica e complexa com a mãe Lúcia, papel da veterana Marieta Severo, e que tem sua vida alterada pela enigmática Irina, vivida por Nanda Costa.

Em entrevista concedida à VEJA, a atriz descreve a jornada de Maíra como repleta de camadas e caminhos, destacando um grande plot twist já no primeiro episódio e enfatizando a dificuldade de compreender a relação mãe‑filha, que não se apresenta como uma maternidade óbvia para nenhum dos lados.

Wegmann relata que a morte do pai intensifica os conflitos internos de Maíra e que a chegada de Irina a conduz a situações inimagináveis, ressaltando a fragilidade da personagem, que se mostra submissa tanto à mãe quanto à nova figura feminina.

A atriz aponta que, apesar das diferenças nas relações, todos já experimentaram limites maternos, citando situações como “minha mãe não me deixava fazer isso ou aquilo” e questionando até onde vai a linha tênue entre proteção e imposição, afirmando que a série provocará esse debate.

Ao refletir sobre a relação entre Maíra e Lúcia, Wegmann menciona que a experiência no set a fez repensar as dinâmicas mãe‑filha, sobretudo porque ela própria deseja ser mãe e conviveu de perto com duas “mãezonas”: Marieta, que representa uma matriarca dentro e fora da família, e Nanda, que tem gêmeas.

Ela compartilha que a convivência com as duas atrizes a inspirou a questionar como será a relação com seus futuros filhos, quais limites estabelecer e como construir essa conexão, desejando que a relação com seus filhos seja tão boa quanto a que tem com sua própria mãe.

Wegmann conta que aceitou o papel depois de ser abordada por Mauro Mendonça Filho, que já a havia convidado para outro projeto que não pôde aceitar por falta de agenda. Na época, ela estava envolvida no remake de Vale Tudo, havia acabado de lançar a música Rensga Hits! e se sentia exausta, mas ao ouvir as primeiras palavras do diretor durante um café, decidiu aceitar imediatamente, considerando a proposta “sim, aceito, topado, vamos lá”.

Ela afirma que recusar a oportunidade teria sido “estupidez”, pois a personagem oferece camadas, profundidade, dúvidas e mistério, e que inaugura de forma marcante sua primeira protagonismo na Netflix após 20 anos de trajetória.

Sobre as diferenças entre a TV aberta e o streaming, Wegmann destaca que já trabalhou em teatro, séries, novelas e filmes, reconhecendo qualidades e desafios de cada formato. Ela observa que Dom de Iludir tem o DNA de uma novela, mas se apresenta como uma série de 10 episódios, diferente das novelas que podem durar até um ano.

Com informacoes de VEJA.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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