Advogado e Companheira Presos por Suspeita de Matar Criança de 3 Anos
O advogado Igor de Sousa e a companheira Kathellen da Silva dispensaram a babá da família na segunda-feira (3), dia em que Gustavo, de 3 anos, foi encontrado morto no imóvel do casal, em Palmas.
A informação foi revelada pelo delegado Eduardo Menezes, da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O garoto morreu após passar o fim de semana na casa do pai. A mãe da criança, Sabrina da Silva Feitosa, vivia uma disputa na Justiça contra Igor para o pagamento de pensão alimentícia.
Elas também possui medidas restritivas contra o advogado por ter sofrido ameaças.
Igor e a companheira, Kathellen, foram presos preventivamente pela Polícia Civil na madrugada de quinta-feira (6), em uma residência na Região Norte de Palmas.
O casal responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura. Kathellen é investigada por omissão na condição de garantidora legal.
Segundo o delegado Eduardo Menezes, a funcionária chegou à casa do casal na manhã de segunda-feira para cumprir o expediente de trabalho habitual, mas foi mandada embora antes de ver a criança.
Há, por exemplo, uma babá que, na manhã de segunda-feira, foi até a casa para cumprir o seu expediente normal e foi dispensada.
Essa babá vai ser ouvida.
Caso Gustavo: mãe teve gravidez marcada por conflitos com pai suspeito de matar criança, diz delegado
Quem são o pai e a madrasta presos por suspeita da morte do menino Gustavo Veloso.
Menino Gustavo voltava de visitas ao pai com marcas de agressões desde 2024 e foi filmado ‘nitidamente dopado’, diz delegado
A Polícia Civil acredita que, enquanto a babá foi dispensada, a criança poderia estar morta no interior do imóvel desde a noite do dia anterior.
O crime se deu ainda na noite de domingo. O que eu imagino é que, depois da morte, ele ficou até as 16h30 do dia seguinte tentando construir uma versão, construir algum ambiente que pudesse justificar o afogamento, que pudesse, de alguma forma, tirar dele a responsabilidade sobre aquela morte.
Ainda conforme Eduardo Menezes, ao procurar a 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil, às 16h30 de segunda-feira (3), Igor afirmou que o filho havia se afogado na piscina da casa por volta das 17h30 de domingo, mas havia expelido a água e foi colocado para dormir.
Segundo a versão, ele só percebeu a morte na manhã seguinte e justificou a demora em chamar a polícia alegando ter ficado desorientado e abalado emocionalmente.
No entanto, o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) descartou indícios de afogamento.
A defesa de Igor Gustavo informou que colocou o cliente à disposição das autoridades assim que soube do pedido de prisão e que a custódia ocorreu em uma entrega voluntária pré-combinada na residência em que ele se encontrava.
A defesa destacou que manteve postura colaborativa e que não comentará detalhes do processo devido ao sigilo das investigações.
A defesa de Kathellen Moreira declarou estarrecimento com a decretação da prisão preventiva e argumentou que a decisão não levou em consideração o fato de ela amamentar uma bebê de apenas cinco meses.
Informou que acionará o Poder Judiciário para requerer a substituição da prisão por medidas cautelares ou prisão domiciliar.
Exames periciais do Instituto Médico Legal (IML) constataram que a causa da morte foi hemorragia interna provocada por lesões no intestino.
O menino também sofreu múltiplas lesões pelo corpo, inclusive, na cabeça.
Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a criança morta sobre a cama, vestindo fralda e enrolada em um edredom, com hematomas visíveis no rosto.
O imóvel apresentava garrafas de bebida alcoólica espalhadas.
Sabrina Feitosa, mãe de Gustavo, apresentou à polícia registros de que o filho voltava machucado e dopado das visitas ao pai desde 2024.
Um vídeo gravado antes do crime mostra o menino chorando e se recusando a ir para a casa de Igor: 'Porque ele me bate', disse a criança.
O pai e a madrasta foram presos na madrugada de quinta-feira (6) em uma casa na região norte de Palmas.
Igor foi encaminhado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas e Kathellen para a Unidade Prisional Feminina.
Com informacoes de G1.

