Abstenção, votos em branco e nulos somam 24,63% do eleitorado no primeiro turno presidencial
Os dados parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que, até as 21h20 deste domingo (4), 99,18% das seções foram apuradas, resultando em uma taxa parcial de abstenção de 21,07%, a maior registrada em um primeiro turno presidencial desde 1998, quando a taxa foi de 21,49%.
O total de eleitores que não compareceram às urnas, somado aos votos em branco e aos nulos, alcançou 39.099.557, o que corresponde a 24,63% dos 158.745.502 eleitores aptos a votar. Desses, 33.174.473 foram abstenções, 2.286.039 registraram voto em branco e 3.639.045 foram votos nulos.
Para chegar ao percentual de 24,63%, o número total de abstenções, brancos e nulos (39.099.557) foi dividido pelo eleitorado nacional apto (158.745.502). O cálculo demonstra que quase um quarto dos eleitores não contribuiu para os votos válidos.
O índice de abstenção tem apresentado crescimento contínuo desde 2006: 16,75% em 2006, 18,12% em 2010, 19,39% em 2014, 20,33% em 2018, 20,95% em 2022 e agora 21,07% em 2026, ainda sujeito a alterações com a conclusão da apuração.
Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão confirmados para o segundo turno. Até o horário da apuração, Flávio Bolsonaro acumulava 55.825.882 votos, equivalentes a 47,18% dos votos válidos, enquanto Lula somava 53.223.914 votos, correspondendo a 44,98% dos válidos.
É importante distinguir as três situações: a abstenção ocorre quando o eleitor apto não comparece à votação, representando 21,08% das seções contabilizadas; o voto em branco é registrado quando o eleitor confirma a tecla “branco” na urna eletrônica, correspondendo a 1,84% dos votos registrados para presidente; o voto nulo acontece quando o eleitor digita um número que não corresponde a nenhum candidato, representando 2,93% dos votos registrados.
Votos em branco e nulos não são transferidos para nenhum candidato e permanecem fora do cômputo dos votos válidos, que são usados para calcular as porcentagens e definir o vencedor. Na eleição presidencial, a vitória no primeiro turno exige mais da metade dos votos válidos; portanto, mesmo que brancos e nulos ultrapassem 50% dos votos registrados, isso não anula a eleição.
Com informacoes de G1.

