A NASA busca os monstros do Universo: como encontrar buracos negros supermassivos
A NASA está preparando para lançar o telescópio Nancy Grace Roman, que tentará localizar buracos negros supermassivos por meio das explosões provocadas quando estrelas são destruídas. Essa missão parece ter saído de um filme de ficção científica, mas é uma realidade que pode mudar nossa compreensão do Universo.
Os buracos negros estão no centro da maioria das galáxias, incluindo a Via Láctea, e têm milhões ou até bilhões de vezes a massa do Sol. Mas como eles ficaram tão grandes em tão pouco tempo é um mistério que ainda não foi resolvido.
O Nancy Grace Roman será transformador para a ciência de eventos transitórios, segundo o estudante de pós-graduação da Universidade Johns Hopkins, Mitchell Karmen. O telescópio terá alta sensibilidade e será capaz de encontrar vários eventos de interrupção de maré a distâncias maiores e em épocas cósmicas mais antigas do que nunca.
A estratégia da missão será voltar repetidamente para a mesma região do espaço durante sua pesquisa temporal em altas latitudes. A área monitorada equivale a cerca de 18 graus quadrados do céu, ou aproximadamente 90 luas cheias.
Entre os principais objetivos da missão estão:
- Detectar eventos de interrupção de maré em galáxias muito distantes;
- Identificar buracos negros supermassivos menores e mais antigos;
- Investigar como esses objetos evoluíram ao longo da história cósmica;
- Comparar diferentes modelos sobre a origem dos primeiros buracos negros.
Nem todos os buracos negros produzem esse tipo de explosão. Os maiores, com mais de 1 bilhão de massas solares, engolem as estrelas antes que elas sejam despedaçadas. Já aqueles com massas entre cerca de 100 mil e 100 milhões de vezes a do Sol geram os sinais luminosos que os telescópios conseguem detectar.
O Roman observará principalmente a luz infravermelha próxima, enquanto o Observatório Vera C. Rubin fará registros em luz visível. Cada um enxergará uma parte diferente da história do Universo.
A professora associada de astronomia da Universidade de Maryland e coautora do estudo, Suvi Gezari, afirma que apenas contar esses eventos em diferentes valores de redshift — medida que corresponde a diferentes épocas da história do Universo — já permitirá impor limites importantes à população de buracos negros com cerca de um milhão de massas solares.
Agora, a expectativa é descobrir se as observações do Roman e do Rubin confirmarão as previsões do estudo e ajudarão a esclarecer como esses gigantes surgiram e evoluíram ao longo de bilhões de anos.
Com informacoes de Olhar Digital.

