O Universo Antes do Big Bang: Descobrindo o 'Nada' que deu Origem ao Cosmos
O Universo que conhecemos nasceu de uma sequência de eventos ocorridos muito antes do surgimento das primeiras estrelas. Pesquisadores investigam como pequenas flutuações quânticas ajudaram a transformar um Cosmos quase uniforme no cenário cheio de galáxias observado hoje.
Em artigo publicado no The Conversation, Ruth Lazkoz, professora titular de Física Teórica da Universidad del País Vasco / Euskal Herriko Unibertsitatea, explica que o período anterior ao Big Bang quente guarda pistas importantes sobre a origem das estruturas cósmicas. O vácuo quântico tinha mais movimento do que parece, com pequenas variações de energia capazes de influenciar a evolução inicial do Universo.
Antes da fase quente do Big Bang, o Cosmos era dominado por um plasma primordial, onde partículas interagiam constantemente. Conforme o espaço se expandiu, essas interações diminuíram e algumas partículas passaram a seguir seus caminhos livremente. Um dos momentos marcantes foi o desacoplamento dos neutrinos, cerca de um segundo após o início da expansão.
Outro marco ocorreu aproximadamente 380 mil anos depois, quando os fótons conseguiram atravessar o plasma sem serem bloqueados. Essa luz antiga é observada atualmente como radiação cósmica de fundo em micro-ondas. A inflação espalhou as sementes das galáxias, ampliando pequenas flutuações quânticas e deixando de ser fenômenos microscópicos, transformando-se em diferenças de densidade que deram origem às estruturas que conhecemos.
Entre os efeitos dessas flutuações estão: criação de regiões com maior concentração de matéria; formação dos primeiros pontos de atração gravitacional; desenvolvimento de estrelas e galáxias; surgimento das grandes estruturas do Universo. As marcas deixadas pelo Universo primitivo não desapareceram completamente, deixando registros na radiação cósmica de fundo, considerada uma espécie de “fóssil” dos primeiros momentos do Universo.
Com informacoes de Olhar Digital.

