Zé Roberto alerta para o Pré-Olímpico de vôlei feminino no Maracanãzinho e brinca com histórico ruim
O Brasil consolidou uma hegemonia no Sul-Americano Feminino de vôlei ao vencer as últimas 15 edições do torneio, mas o técnico José Roberto Guimarães fez um alerta sobre a edição de 2026, que neste ano valerá como Pré-Olímpico, premiando a campeã com vaga nos Jogos de Los Angeles.
Em entrevista ao GE após um treino aberto na segunda‑feira, dia 7, véspera da estreia contra a Venezuela, Zé Roberto elogiou os adversários sul‑americanos e ressaltou a necessidade de a seleção pensar jogo a jogo. “Vamos enfrentar adversários perigosos, porque todos na América do Sul melhoraram. Não é só a Argentina. A Colômbia tem apresentado um vôlei diferente, jogado boas competições. O Chile evoluiu, a Venezuela ganhou recentemente o Sul‑Americano sub‑17 (em 2025). Existe um investimento geral na base e no adulto. Então, será um Sul‑Americano diferente e preocupante. Temos que pensar jogo a jogo”, afirmou.
A seleção brasileira abrirá o torneio contra a Venezuela nesta terça‑feira, dia 8, às 20h (horário de Brasília). Na sequência, o calendário prevê confrontos contra o Peru (quarta‑feira), Colômbia (quinta‑feira), Chile (sábado) e Argentina (domingo).
Todos os jogos serão transmitidos pelo sportv2; a partida contra a Argentina será exibida também pela TV Globo e pela GE TV. O ge.globo acompanhará a competição em tempo real.
O histórico pessoal de Zé Roberto no Maracanãzinho não é favorável. O ginásio carioca foi palco da derrota para Cuba na final do Pan‑Americano de 2007 e da eliminação nas quartas‑de‑final das Olimpíadas de 2016, diante da China. Com bom humor, o técnico brincou: “Nunca dei muita sorte no Maracanãzinho, o ginásio não foi palco de grandes conquistas para mim. Espero quebrar a escrita desta vez, fazer um bom campeonato e conquistar a vaga olímpica, que é extremamente importante para a continuidade do planejamento. Se não nos classificarmos agora, teremos que correr muito, depender do ranking, das outras competições. Nosso time tem que desenvolver o melhor voleibol possível no Sul‑Americano.”
Conquistar a vaga para Los Angeles com dois anos de antecedência permitirá que Zé Roberto carimbe o passaporte para a décima edição olímpica da sua carreira, a nona como técnico, proporcionando tranquilidade para preparar o time até 2028 e buscar o fim de um jejum incômodo.
Apesar da hegemonia sul‑americana, a seleção feminina não conquista um título intercontinental desde o Grand Prix de 2017.
O Sul‑Americano‑Pré‑Olímpico de 2026 será disputado em fase única, sem mata‑mata; o título e a vaga em Los Angeles ficarão com a equipe que apresentar a melhor campanha ao final da competição.
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Com informacoes de GE.

