Zagueiro que cobra São Paulo na Justiça foi operado após deixar o clube e é titular no Atlético-MG

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 18/08/2026 13:40
Zagueiro que cobra São Paulo na Justiça foi operado após deixar o clube e é titular no Atlético-MG

Foto: via UOL

O zagueiro Ruan Tressoldi move ação judicial contra o São Paulo, pedindo indenização de R$ 14 milhões por suposta negligência médica durante sua passagem pelo clube.

Tressoldi atuou pelo São Paulo entre agosto de 2024 e junho de 2025, entrando em campo em 23 partidas, mas não conseguiu firmar posição na equipe.

Ao término do empréstimo, o defensor deixou o clube e, poucos dias depois, submeteu‑se a uma cirurgia no joelho direito, alegando sentir dores desde a época em que vestia a camisa tricolor; o procedimento foi realizado em 8 de julho de 2025.

Mesmo durante o período de recuperação, o Atlético-MG demonstrou interesse e o contratou por empréstimo junto ao Sassuolo, da Itália, em agosto de 2025. Após algum tempo para estrear, Tressoldi conquistou rapidamente espaço, tornando‑se titular absoluto e disputando os 120 minutos da final da Sul‑Americana do ano passado.

Na temporada atual, ele já acumulou 36 jogos e marcou três gols pelo Galo. Antes de fechar com o Atlético-MG, havia negociado com o Bragantino, mas o acordo não avançou após os exames médicos.

Em sua apresentação ao Atlético-MG, Tressoldi explicou: “Fiz os exames lá, deram a mesma coisa que deram aqui. Só que acho que ficaram com receio de contratar um jogador que está vindo de uma operação e tudo mais.”

O desempenho satisfatório fez com que o clube adquirisse o jogador em definitivo; o empréstimo encerrava‑se no final de junho deste ano e o contrato atual vai até 2030.

Antes de chegar ao São Paulo, Tressoldi teve passagem discreta na Europa: foi comprado pelo Sassuolo, da Itália, em 2021 após destaque no Grêmio, mas não se firmou nos mais de 60 jogos disputados.

Na ação trabalhista, o atleta alega que o São Paulo deixou de contratar seguro obrigatório, colocou‑o em campo com dores e exames que apontavam lesão no joelho direito, submeteu‑o a tratamento classificado como experimental pelo Conselho Federal de Medicina, adiou cirurgia necessária e atrasou pagamentos de direito de imagem. O clube nega as acusações, afirmando que o jogador recebeu acompanhamento contínuo, exames, fisioterapia e avaliações médicas especializadas, e que não houve negligência, abandono ou agravamento do quadro clínico. A audiência está marcada para hoje.

Com informacoes de UOL.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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