Xi Jinping e Vladimir Putin se reúnem em cúpula "anti‑EUA" no Quirguistão; Irã e Índia também participam

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 31/08/2026 12:20
Xi Jinping e Vladimir Putin se reúnem em cúpula "anti‑EUA" no Quirguistão; Irã e Índia também participam

Foto: via G1

Na segunda‑feira, 31 de julho, o presidente chinês Xi Jinping encontrou‑se com o presidente russo Vladimir Putin durante a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) realizada no Quirguistão.

Os dois chefes de Estado chegaram ao capital birmanês, Bishkek, no domingo, 30 de julho, para participar do encontro que tem como objetivo fortalecer a cooperação regional e apresentar uma alternativa ao sistema liderado pelos Estados Unidos.

Embora a guerra na Ucrânia tenha sido abordada, o Kremlin afirmou que o tema não foi o principal ponto da reunião bilateral entre Xi e Putin, sem divulgar maiores detalhes.

A China, com apoio da Rússia, tem promovido a OCX como uma alternativa a organizações alinhadas ao Ocidente, como o G7, oferecendo assistência ao desenvolvimento e apoio financeiro aos países membros. O Ministério das Relações Exteriores chinês declarou que a OCX “explorou um novo caminho para a cooperação regional”.

Nos últimos anos, a parceria entre Pequim e Moscou se intensificou, inclusive diante de acusações de que a China teria fornecido conhecimento e equipamentos militares ao Kremlin durante o conflito ucraniano.

Além dos líderes da China e da Rússia, a cúpula contou com a presença do primeiro‑ministro indiano Narendra Modi e do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que também viajaram ao Quirguistão para o evento.

Várias reuniões bilaterais estão agendadas nas margens da OCX, entre elas um encontro entre Putin e Pezeshkian marcado para a terça‑feira, 1º de agosto.

O presidente do Quirguistão, Sadyr Japarov, também se encontrou nesta segunda‑feira com o secretário‑geral das Nações Unidas, António Guterres.

A OCX foi fundada em 2001 por China, Rússia e quatro países da Ásia Central, configurando‑se como um fórum de segurança. Ao longo de 25 anos, o grupo ampliou seu número de membros e sua influência, embora seus objetivos e programas ainda sejam considerados vagos e seu reconhecimento internacional limitado.

Atualmente, a organização reúne dez países-membros, mas não constitui um bloco político ou militar unificado; analistas apontam divergências significativas entre os membros, que mantêm interesses próprios distintos.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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