Wimbledon proíbe influenciadores após polêmicas no US Open
O All England Club, responsável pelo torneio de Wimbledon, anunciou que, a partir de 2027, não credenciará influenciadores e criadores de conteúdo, podendo ainda confiscar equipamentos como ring lights que possam atrapalhar as partidas.
Esta decisão, divulgada nesta segunda-feira, 7, veio após situações ocorridas no US Open, que reacenderam um debate sobre o comportamento do público em eventos esportivos.
No dia 31 de agosto, durante a partida entre Naomi Osaka e Anastasia Zakharov, vídeos de espectadores produzindo conteúdo nas arquibancadas viralizaram: em um deles, uma mulher aparece usando uma ring light; em outro, um grupo grava, posa para fotos e faz barulho em um camarote, levando o árbitro a interromper momentaneamente o jogo.
Nao é a primeira vez que Osaka se vê envolvida em polêmica de público; como já mostramos, ela foi eliminada pela cazaque Elena Rybakina no US Open e agora se posiciona novamente diante do comportamento da torcida.
Os atletas Naomi, Coco Gauff e Jessica Pegula pediram que os espectadores respeitassem a tradicional etiqueta do esporte. “É uma questão de educação básica se informar sobre o esporte, especialmente sobre a etiqueta. Pode ser bom ver pessoas popularizando o tênis para seus públicos específicos, mas acho que isso precisa ser muito melhor gerido, especialmente em situações como a do meu jogo de estreia”, declarou Osaka.
Em Wimbledon, influenciadores continuam podendo comprar ingressos, receber convites de marcas e assistir aos jogos normalmente, mas não terão credenciamento próprio.
Com informacoes de VEJA.

