Vírus do Nilo Ocidental causa 41 mortes na Itália e é detectado no Brasil

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 12/09/2026 05:00
Vírus do Nilo Ocidental causa 41 mortes na Itália e é detectado no Brasil

Foto: via O GLOBO

O vírus do Nilo Ocidental, responsável por 41 mortes confirmadas na Itália, foi recentemente identificado em território brasileiro, segundo informações das autoridades de saúde. O alerta reforça a necessidade de atenção à doença, que já circula em diversas regiões do mundo.

Classificado dentro da família Flaviviridae – a mesma de dengue, zika, chikungunya e febre amarela – o agente patogênico foi descrito pela primeira vez em 1937, em Uganda, o que lhe conferiu o nome de West Nile. Atualmente, o vírus está presente em quase todos os continentes, sendo transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, popularmente conhecidos como pernilongos.

As aves migratórias atuam como reservatórios naturais do vírus. Os mosquitos adquirem o patógeno ao se alimentar dessas aves e, subsequentemente, podem transmiti‑lo a humanos e a outros animais durante a picada.

A maioria das infecções permanece assintomática. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 20% dos infectados desenvolvem sintomas leves semelhantes aos da dengue, que incluem febre aguda de início abrupto, mal‑estar, anorexia (falta de apetite), náusea ou vômito, dor nos olhos, dor de cabeça, dor muscular, exantema maculopapular (manchas vermelhas na pele) e linfoadenopatia (nódulos e pequenos caroços). Uma pequena parcela evolui para a forma neuroinvasiva, podendo causar meningite, encefalite ou paralisia, especialmente em idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas.

Não existe tratamento antiviral específico para a febre do Nilo Ocidental. O manejo clínico é sintomático, podendo envolver hospitalização, repouso, reposição de líquidos e, nos casos graves, cuidados em unidade de terapia intensiva (UTI) para reduzir complicações e risco de óbito. Não há vacina disponível para humanos. As principais estratégias de prevenção recomendam o uso de repelente, instalação de telas em portas e janelas, eliminação de água parada e ambientes sem saneamento básico, evitar o descarte de lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos – locais propícios à reprodução do mosquito transmissor – e não manusear animais mortos.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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