Vereador e candidato a deputado estadual Giovane Byl é preso em Operação Cinesia que investiga desvio de R$2 milhões em emendas parlamentares

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 18/09/2026 10:20
Vereador e candidato a deputado estadual Giovane Byl é preso em Operação Cinesia que investiga desvio de R$2 milhões em emendas parlamentares

Foto: via GZH

Uma ação do Ministério Público foi iniciada na manhã de sexta‑feira, 18 de setembro de 2026, com o objetivo de apurar um possível desvio de recursos de emendas parlamentares no valor total de R$ 2 milhões na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Entre os detidos está o vereador da capital e candidato a deputado estadual Giovane Byl, filiado ao Podemos, que foi preso durante a ofensiva batizada de Operação Cinesia.

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva: o próprio Giovane Byl (Podemos); Evaristo Mutti, assessor da bancada do Podemos; Lissauer Ferreira Dias, gerente administrativo e representante formal da empresa Inovatech; e Alan Silva da Costa, diretor institucional e procurador da Inovatech, que também controlava a empresa Gencco Serviços Médicos Ltda. e uma sociedade individual de advocacia.

Além das prisões, nove mandados de busca e apreensão foram executados simultaneamente na capital e em Imbé, no Litoral Norte.

Segundo a investigação, o grupo teria criado um esquema para desviar recursos que deveriam financiar projetos de saúde por meio de emendas parlamentares, totalizando R$ 2 milhões.

O Ministério Público aponta que a organização da sociedade civil Inovatechrs recebia as verbas públicas para a execução desses projetos; o advogado e outro investigado são ex‑dirigentes da empresa.

O MP ressalta que, a partir de maio, a Inovatec passou a ter nova direção, operando de forma regular e colaborando com as investigações.

Os recursos eram inicialmente depositados em contas específicas destinadas à execução dos projetos, porém a maior parte dos valores era transferida para outra conta da própria entidade e, em seguida, distribuída entre empresas, dirigentes da organização, agentes públicos e pessoas ligadas ao grupo investigado.

Quando foram solicitados extratos bancários, a investigação indica que o grupo teria falsificado empréstimos em nome da entidade para devolver parte dos recursos às contas fiscalizadas, tentando dar a impressão de aplicação regular das verbas.

A operação está sob a coordenação da promotora de Justiça Roberta Brenner de Moraes, da 8ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Brigada Militar; a Ordem dos Advogados do Brasil acompanha o caso por envolver um advogado.

A Câmara Municipal de Porto Alegre foi surpreendida pela ação do Ministério Público nas primeiras horas da manhã, coincidindo com a queda do dólar, cotado a R$ 5,13.

Com informacoes de GZH.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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