Velório de Gracindo Jr. reúne amigos, parentes e fãs no Rio após falecimento aos 83 anos
Na manhã desta quinta-feira (3), o Crematório e Cemitério da Penitência, localizado no Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, recebeu o velório aberto ao público do ator e diretor Gracindo Jr., que faleceu na noite da terça-feira (1) aos 83 anos, em sua residência na capital.
A cerimônia de despedida teve início às 12h10 e a cremação foi iniciada pouco depois das 14h, seguindo o protocolo estabelecido pela família.
Filho do renomado ator Paulo Gracindo, Epaminondas Xavier Gracindo ingressou na televisão ainda no ano de 1965, integrando o primeiro elenco da TV Globo. Sua participação nas primeiras produções da emissora inclui novelas como Rosinha do Sobrado (1965), Padre Tião (1966), A Rainha Louca (1967), A Próxima Atração (1970) e Os Ossos do Barão (1973), esta última compartilhada com seu pai.
Na década de 1970, Gracindo Jr. dividiu o set com o pai em duas importantes novelas: O Bem Amado (1973), de Dias Gomes, e O Casarão (1976), de Lauro César Muniz, onde interpretaram respectivamente as versões jovem e idosa de João Maciel, o protagonista da trama.
Além da atuação, o artista desenvolveu uma extensa carreira como diretor. Em 1979 dirigiu a novela Marron-Glacé e, em 1983, assumiu a direção do programa Os Trapalhões. Em 1978 passou a supervisionar o núcleo de novelas das 18h da Globo, iniciando com a produção A Sucessora, de Manoel Carlos. Também dirigiu Memórias de Amor (1979) e participou da direção de episódios da minissérie Bandidos da Falange (1983).
Nos anos seguintes, Gracindo Jr. atuou na peça Paulo Gracindo, Meu Pai (1980), escreveu para homenagear os 50 anos de carreira do patriarca, e participou como ator da novela Jogo da Vida (1982) e da minissérie Quem Ama Não Mata (1982). Em 1984 mudou-se para a TV Manchete, onde dirigiu as novelas A Marquesa e Dona Beija, antes de retornar à Globo para integrar a minissérie Tenda dos Milagres.
Ao longo de sua vida, o artista também trabalhou em mais de 20 peças teatrais, diversos filmes e passou pela TV Record, consolidando uma trajetória que ultrapassou cinquenta anos nos palcos, nas rádios e nas telas.
Gracindo Jr. deixa a esposa Daisy Poli, com quem conviveu por mais de cinquenta anos, cinco filhos e sete netos.
Entre os colegas que compareceram ao velório para prestar homenagem estavam os atores Othon Bastos, José Mayer, Leonardo Brício, Chandelly Braz, Herson Capri, Sérgio Fonta, Angela Vieira e Adriana Birolli.
A causa da morte foi declarada como natural. O falecimento ocorreu em sua casa, no Rio de Janeiro, na noite da terça-feira (1) de junho.
Curiosidades sobre sua trajetória incluem o teste realizado na Rádio Nacional aos quinze anos, em 1959, onde trabalhou como ator, redator e disc-jóquei. Em 1961 estreou no teatro com a peça A Escada, de Oswald de Andrade, e, na década de 1970, foi um dos pioneiros a apresentar os primeiros videoclipes musicais produzidos para o programa Fantástico.
Com informacoes de G1.

