Urna Eletrônica: Entenda Como Funciona a Produção e a Segurança
A urna eletrônica foi desenvolvida pela Justiça Eleitoral e é utilizada desde 1996. Ao longo dessas três décadas, quatro empresas diferentes foram responsáveis pela fabricação dos equipamentos: Positivo Tecnologia, Diebold/Diebold Procomp, Unisys Brasil e Procomp Indústria Eletrônica. Cada uma delas venceu licitações para produzir as urnas eletrônicas, com base em projetos desenvolvidos pelo próprio TSE, que define as especificações técnicas e de segurança.
O TSE afirma que o sistema eleitoral utiliza múltiplas camadas de proteção e passa por auditorias permanentes. Entre os mecanismos citados pelo tribunal estão: lacração dos programas utilizados na eleição; fiscalização por partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal e outras entidades. Além disso, existem mais de 40 oportunidades de auditoria ao longo de cada ciclo eleitoral.
As empresas contratadas não desenvolvem livremente o equipamento nem vendem um produto pronto ao governo. De acordo com o TSE, os editais de licitação possuem mais de 500 páginas com exigências detalhadas. Depois da aprovação de protótipos, a fabricação e os testes são supervisionados por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral.
O TSE afirma que, em 30 anos de utilização do voto eletrônico, não houve comprovação de fraude capaz de alterar resultados eleitorais produzidos pelas urnas eletrônicas. A adoção da urna eletrônica buscou eliminar fraudes que eram registradas no sistema de votação em papel, como: 'urna grávida', 'voto formiguinha', 'eleitor fósforo', 'fraude cantada' e 'mapismo'.
Novas versões do equipamento são desenvolvidas regularmente para incorporar melhorias de desempenho, acessibilidade e segurança. O modelo UE2020, por exemplo, passou a contar com capacidade de processamento 18 vezes superior à geração anterior e mecanismos criptográficos certificados nos padrões da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). Também foram ampliados recursos de acessibilidade, como sintetizador de voz, saída para fones de ouvido, teclado em braile e a presença de intérprete de Libras na tela do equipamento.
Para as eleições gerais de 2026, mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar, segundo dados citados pelo tribunal. A automatização eliminou etapas manuais da apuração e permitiu que os resultados passassem a ser divulgados poucas horas após o encerramento da votação.
Com informacoes de G1.

