Uma década do impeachment: onde estão hoje os principais articuladores da saída de Dilma

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 30/08/2026 09:20
Uma década do impeachment: onde estão hoje os principais articuladores da saída de Dilma

Foto: via O GLOBO

O processo que culminou no afastamento de Dilma Rousseff há dez anos ainda gera interesse, e vários nomes que participaram ativamente da articulação política permanecem em evidência na arena pública.

Janaina Paschoal, jurista e vereadora na Câmara de São Paulo, foi uma das autoras do pedido de impeachment que levou ao afastamento de Dilma. Na sequência, foi eleita em 2018 deputada estadual pelo PSL‑SP com votação recorde. Em 2022 não conseguiu um mandato no Senado e, atualmente, disputa uma vaga de deputada federal pelo PP.

Michel Temer, então vice‑presidente, assumiu o Palácio do Planalto após o afastamento definitivo de Dilma. Rotulado de “golpista” por militantes petistas, ele nega ter trabalhado nos bastidores para viabilizar o golpe. Advogado de formação, Temer chegou a ser preso na Operação Lava‑Jato e continua sendo reconhecido como articulador político.

Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados na época, deu andamento ao processo de impeachment após divergências com o Planalto. Foi cassado em 2016 por mentir sobre contas bancárias no exterior em uma CPI. Atualmente tenta retornar ao Congresso pelo Republicanos, agora como candidato em Minas Gerais, embora anteriormente fosse representante do Rio de Janeiro.

José Eduardo Cardozo atuou na defesa de Dilma Rousseff. Ex‑deputado federal pelo PT, comandou a pasta da Justiça na gestão petista e foi advogado‑geral da União, onde defendeu a presidente. Após deixar o governo, segue como advogado em Brasília, atuando nos tribunais superiores.

Aécio Neves, líder da oposição no processo de impeachment, foi deputado federal por Minas Gerais e perdeu a eleição presidencial de 2014 para Dilma. Conhecido por contestar a confiabilidade das urnas eletrônicas, recentemente articulou com o PDT e anunciará candidatura ao Senado.

Em outra pauta, hotéis do Rio de Janeiro temem perder reservas do Rock in Rio para plataformas de curta temporada. O presidente da associação HotéisRIO reclama da falta de isonomia, alegando que o setor enfrenta custos e regras que não se aplicam às hospedagens temporárias.

Empresário Ancelmo Gois relatou que perdeu casa, tempo com os filhos e casamento devido ao vício em apostas, descrevendo os momentos como “impossíveis de recuperar”. Segundo o Ministério da Fazenda, 1,8 milhão de pessoas realizaram apostas esportivas na cidade em junho.

O ex‑comandante da FAB, do Rio, negou que pedirá voto para Lula e classificou a declaração de Flávio Bolsonaro como “leviandade”.

Carlos de Almeida Baptista Junior rebateu um senador nas redes sociais, acusando o filho do ex‑presidente de fugir de questionamentos sobre uma minuta golpista durante entrevista.

Na cultura, Harry Styles fez piada sobre o casamento de Taylor Swift durante show no Madison Square Garden, local onde a cantora se casou com Travis Kelce em julho, provocando repercussão nas redes.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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