Trump Decidiu Não Impor Tarifas ao Setor Aéreo
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou que concluiu a investigação sobre aeronaves comerciais, motores a jato e peças importadas, concluindo que os produtos estrangeiros levantam preocupações de segurança nacional. No entanto, o governo de Donald Trump decidiu não impor novas tarifas ao setor.
A decisão foi influenciada pela forte pressão da indústria de aviação dos EUA, que concordou em isentar aeronaves e peças de tarifas como parte de acordos comerciais. Isso ocorre após o governo ter aplicado sobretaxas ao setor por um curto período no ano passado.
O relatório, resultado de uma investigação aberta em 2025, afirma que a indústria aeronáutica americana “depende excessivamente de cadeias de suprimentos estrangeiras, o que suscita preocupações com a segurança nacional”. Além disso, o documento cita riscos ligados a peças importadas por causa de problemas de controle de qualidade e falsificação.
Embora o governo tenha decidido não impor tarifas ao setor aéreo, ainda há desacordo quanto às práticas comerciais com outros países, como o Brasil. A decisão final sobre tarifas impostas ao Brasil será anunciada “muito em breve”, segundo representante do USTR.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, recomendou que não fossem impostas tarifas de forma imediata. Trump orientou a continuidade das negociações com parceiros comerciais para tratar do impacto das importações sobre a saúde da indústria aeroespacial comercial americana e afirmou que poderá adotar medidas caso não haja acordos dentro de seis meses.
Aeronaves e peças vinham se beneficiando de um regime de isenção tarifária previsto no Acordo de Aeronaves Civis de 1979, em um setor no qual os Estados Unidos registram superávit comercial anual de US$ 75 bilhões. Trump transformou as vendas de aeronaves da Boeing em um componente central de seus acordos comerciais.
Na última análise, a decisão de não impor tarifas ao setor aéreo é um alívio para a indústria, que temia o impacto das tarifas sobre a segurança da aviação e as cadeias de abastecimento. No entanto, ainda é preciso acompanhar as negociações comerciais entre os EUA e outros países para entender como isso afetará a economia global.
Com informacoes de InfoMoney.

