TRE-MG determina investigação sobre origem de relatório falsificado da PF divulgado por Nikolas Ferreira
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) decidiu aprofundar a apuração da origem do relatório falsificado que circulou nas redes sociais, atribuído à Polícia Federal (PF) e compartilhado pelo deputado Nikolas Ferreira. Não se trata da primeira vez que o parlamentar se envolve em controvérsias com documentos falsos; já em 04/09 a PF desmentiu um relatório semelhante e, em 06/09, a deputada Sâmia Bomfim acionou a PGR contra a divulgação de material fraudulento por Nikolas no caso Master.
O documento impresso simulava uma conclusão oficial da PF afirmando que não existiriam indícios de crime nas conversas entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens teriam sido extraídas de aparelho apreendido na Operação Compliance Zero.
Nikolas Ferreira reconheceu que publicou o laudo falso da PF, mas alegou tê‑lo apagado logo em seguida. Em contrapartida, a Polícia Federal confirmou ao Metrópoles que o relatório era inexistente, apresentando inconsistências de datas e informações, e que as conversas entre os dois indicavam apenas contato de natureza pessoal e profissional, sem elementos que justificassem investigação criminal.
O TRE-MG determinou a “preservação de conteúdos, arquivos originais, metadados, métricas e registros de acesso” referentes a publicações realizadas entre 1º e 10 de setembro. A medida visa garantir a integridade das provas digitais enquanto se identifica a cadeia de disseminação.
Quanto ao Instagram, a Meta foi intimada a fornecer dados cadastrais, registros de acesso e endereços IP dos responsáveis pelo perfil @nikolasferreirateam, apontado como a primeira conta a divulgar a imagem na plataforma. A justiça também solicitou informações sobre possíveis administradores ou dispositivos em comum entre essa conta e o perfil oficial do deputado.
No X, a ordem recai sobre o perfil “Space Liberdade” (@NewsLiberdade), cuja publicação foi republicada por Nikolas. A plataforma deve indicar quem são os titulares e administradores da conta, entregar registros de acesso, endereços IP e dados sobre eventual impulsionamento pago da postagem.
Em entrevista, o deputado afirmou que repostou uma publicação do perfil Space Liberdade e que o conteúdo desapareceu de sua conta depois que a postagem original foi removida.
A PF, ao analisar o documento, constatou que ele continha erros de datas e informações que o tornavam incompatível com qualquer relatório oficial. O órgão ressaltou que as conversas entre Nikolas e Vorcaro não apresentavam indícios de crime, limitando‑se a interações pessoais e profissionais.
Com informacoes de Metrópoles.

