Torre de Pisa deixa de inclinar e perde 4 cm nos últimos 20 anos graças ao solo mole que a protege de terremotos
A Torre de Pisa, um dos monumentos mais visitados do mundo, sempre foi associada à sua inclinação, muitas vezes interpretada como um erro de construção, mas pesquisas recentes mostram que o solo mole que originou a torção é a chave da sua resistência a sismos.
De acordo com pesquisadores da Universidade de Pisa, a camada de argila compressível que sustenta a fundação atua como um amortecedor natural, alterando o período de vibração da edificação e deslocando o ciclo vibratório, o que impede que as forças sísmicas causem danos estruturais.
A interação entre solo e estrutura modifica as vibrações mecânicas da torre: a flexibilidade da fundação absorve a energia dos abalos, dissipando a tensão no topo e anulando a ressonância destrutiva, de modo que os pilares centrais permanecem intactos mesmo durante tremores intensos.
O enorme peso da torre combinada com a frouxidão do terreno cria um equilíbrio improvável que garante estabilidade dinâmica, sendo considerado um exemplo de engenharia clássica que, paradoxalmente, se transformou em proteção ao longo dos séculos.
Para controlar a inclinação, engenheiros realizaram, entre as décadas de 1990 e 2000, uma técnica de extração controlada de terra sob o lado norte da fundação, promovendo um assentamento uniforme. A intervenção, lenta e delicada, resultou em correção estatisticamente satisfatória da postura da torre.
Medidas geofísicas recentes confirmam que, em novembro de 2018, a inclinação total da Torre de Pisa havia retrocedido quatro centímetros em relação a registros de duas décadas antes, representando a diminuição observada nos últimos vinte anos.
O monitoramento sistemático de campo, com instrumentação avançada dedicada ao diagnóstico preventivo, garante capacidade de resposta imediata a anomalias do solo, assegurando que a torre permaneça segura para as próximas gerações e mantenha seu status de patrimônio mundial.
Com informacoes de Olhar Digital.

