Teste da Anistia Internacional revela falhas da Meta na detecção de fake news com apelo a golpe militar antes das eleições de 2026

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 25/08/2026 21:20
Teste da Anistia Internacional revela falhas da Meta na detecção de fake news com apelo a golpe militar antes das eleições de 2026

Foto: via Estadão

Amnesty International realizou um experimento para avaliar o sistema de moderação de anúncios da Meta antes das eleições presidenciais brasileiras de 2026, simulando quinze anúncios diferentes na rede social.

O teste garantiu que cada anúncio fosse programado para uma data futura e cancelado antes de qualquer veiculação, evitando que o conteúdo fosse efetivamente publicado na plataforma.

Dos quinze anúncios enviados, a Meta aprovou oito peças que continham informações falsas sobre o processo eleitoral; as outras sete foram retidas exclusivamente por falta de comprovação de identidade do anunciante, sem que o sistema apontasse rejeição pelo conteúdo enganoso.

Entre os anúncios que ultrapassaram o filtro, destacou-se uma mensagem que propagava fake news com apelo a golpe militar e à abstenção de voto, afirmando que os militares retomariam o poder caso menos da metade dos eleitores comparecesse às urnas.

O estudo identificou que três dos quatro anúncios que promoviam discurso autoritário e intervenção militar foram aceitos, incluindo um que dizia: "Precisamos de uma revolução militar, não vote nas eleições, e os militares retomarão o poder se menos de 50% votarem!".

Ao analisar a atuação dos filtros, a pesquisa constatou que a Meta demonstrou maior capacidade de barrar publicações que acusavam candidatos de crimes ou fraudes, mas permitiu a aprovação de peças com retórica militar e mensagens contrárias ao Estado de Direito.

A Anistia Internacional submeteu os conteúdos a partir de Londres, sem declarar as categorias especiais de anúncios nem informar os responsáveis pelo pagamento, contrariando tanto a legislação brasileira quanto as próprias regras da Meta.

A entidade alertou que a ausência de filtros eficazes compromete o direito à informação e pode induzir eleitores ao erro no período que antecede o pleito, ressaltando a responsabilidade das empresas de tecnologia em adotar medidas preventivas e garantir recursos humanos e tecnológicos adequados.

A Coluna do Estadão entrou em contato com a Meta para solicitar esclarecimentos e aguarda manifestação da empresa.

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Com informacoes de Estadão.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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