Templo da Nova Ordem de Lúcifer permanece interditado no RS após dois anos

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 08/08/2026 14:20
Templo da Nova Ordem de Lúcifer permanece interditado no RS após dois anos

Foto: via G1

O templo da Nova Ordem de Lúcifer na Terra em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, permanece interditado dois anos após a sua proibição devido à falta de licença. O local, que abriga uma estátua de Lúcifer de cinco metros de altura e uma tonelada, depende de novos documentos para conseguir o alvará de funcionamento.

A interdição do templo ocorreu em agosto de 2024, quando a inauguração foi impedida por falta de licença. Quem realizar atividades no terreno interditado pode receber multa diária de R$ 50 mil. A estátua de Lúcifer, que custou R$ 35 mil, foi produzida em cimento por um ateliê e representa, segundo o Mestre Lukas de Bará da Rua, a dualidade do homem humano e do esqueleto, com pés e asas, simbolizando o espírito da divindade.

A ordem, que foi oficializada no último ano, prega o culto a demônios com dogmas próprios. A maioria dos integrantes segue a linha da quimbanda, mas há adeptos que se dedicam exclusivamente à demonolatria, sem vínculo com essa tradição religiosa. A disputa judicial e administrativa entre o grupo religioso e o município ocorre em duas frentes.

No âmbito administrativo, a prefeitura exige uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) sobre a estátua de Lúcifer. A ART é um documento emitido por um profissional habilitado, que registra quem é o responsável técnico por uma obra ou estrutura. A apresentação da análise técnica da estrutura é necessária para que o processo siga tramitando até a decisão sobre a concessão do alvará.

Em setembro de 2025, a Justiça determinou a reabertura do processo administrativo que havia sido encerrado pela prefeitura. A decisão foi obtida por meio de um mandado de segurança apresentado pelos representantes da ordem após o município interromper a análise do pedido de alvará sob a justificativa de que existiam requerimentos duplicados para o local.

O Mestre Lukas de Bará da Rua afirma que a negativa municipal configura 'perseguição religiosa'. Ele sustenta que as exigências não haviam sido feitas quando o pedido original foi protocolado e que, se tivessem sido solicitadas há dois anos, já teriam sido entregues.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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