Ferrari exibe pintura de Schumacher e Kimi Antonelli cria dilema entre tifosi no GP da Itália
Para a corrida deste fim de semana no Autódromo Nacional de Monza, a Ferrari revelou uma pintura especial inspirada em Michael Schumacher, reforçando a ligação histórica entre a escuderia de Maranello e o GP da Itália.
O grande destaque, porém, vem de Kimi Antonelli, piloto italiano de 20 anos que comanda a temporada 2026 da Fórmula 1 com 59 pontos de vantagem sobre os demais concorrentes.
Em 2025, ainda como novato, Antonelli conquistou seis vitórias em 12 provas, um desempenho que despertou um debate imediato sobre a torcida nacional: apoiar a tradicional Ferrari ou o emergente italiano da Mercedes.
A Itália acumula um jejum de 73 anos sem um campeão mundial de pilotos na F1, desde o título de Alberto Ascari em 1953, e a última vitória de um italiano no GP da Itália data de 1966, quando Ludovico Scarfiotti cruzou a linha em primeiro lugar. A Ferrari, por sua vez, não conquista o campeonato de construtores desde 2008, já são 18 anos de espera.
O portal ge entrevistou Roberto Chinchero, do site Motorsport, e Giulia Toninelli, da Gazzetta dello Sport, para analisar o impacto da ascensão de Antonelli. No ano anterior, não havia distinção clara entre torcedores da Ferrari e fãs de Antonelli, já que o piloto ainda era iniciante e a Mercedes apresentava desempenho inferior.
Este ano, a Mercedes iniciou a temporada como favorita ao título e Antonelli tem se mantido à frente de seu companheiro de equipe, George Russell, além de superar o próprio Lewis Hamilton, que ocupou a vaga italiana na equipe antes de ser substituído.
Segundo Roberto Chinchero, a situação gerou uma fissura entre os tifosi mais fervorosos: “Este ano é diferente, porque Antonelli se tornou um candidato ao título, não apenas a vencer corridas isoladas. Nas redes sociais italianas fica evidente a divisão – quem torce à Ferrari não apoia Antonelli e vice‑versa.”
Giulia Toninelli destacou que o jovem piloto atraiu um novo público para a Fórmula 1, comparando o fenômeno ao que ocorreu com o tenista Jannik Sinner. Ela apontou que, desde a vitória na China, Antonelli passou a ser reconhecido não só pelos fãs mais antigos da categoria, mas também por italianos que antes nem conheciam seu nome.
O fato de Antonelli ter a mesma idade de grande parte dos jovens italianos e de ocupar um lugar de destaque em um momento de 18‑anos de ausência de títulos da Ferrari reforça seu apelo entre as novas gerações, como ressaltou Toninelli: “Ele é um exemplo para os jovens que nunca viram a Ferrari conquistar um campeonato mundial.”
Apesar da crescente base de admiradores de Antonelli, a maioria dos presentes em Monza ainda se identifica como torcedora da Ferrari. A questão tornou‑se pauta nas redes sociais e na imprensa, e a Gazzetta dello Sport chegou a abrir uma enquete para que os italianos escolham entre Ferrari ou Antonelli, com resultados ainda próximos.
Com informacoes de ge.

