Telescópio Solar Flagra Redemoinhos de 65 km na Superfície do Sol
O maior telescópio solar do mundo, o Telescópio Solar Daniel K. Inouye, flagrou redemoinhos de 65 km na superfície do Sol, confirmando uma previsão feita há mais de trinta anos. Esses redemoinhos, conhecidos como instabilidades de Kelvin–Helmholtz, são formados quando há uma diferença de velocidade entre duas camadas de fluido, o que faz com que elas se enrolam em uma sequência de vórtices regularmente espaçados.
A instabilidade de Kelvin–Helmholtz é um fenômeno comum em muitos campos, desde a formação de ondas no oceano até a mistura de gases em ambientes distantes. No entanto, sua observação na superfície do Sol foi um desafio devido à escala e à resolução necessárias para detectar esses vórtices. O Telescópio Solar Daniel K. Inouye, com seu espelho primário de quatro metros, foi capaz de superar essa limitação e capturar imagens detalhadas da superfície solar.
A observação foi feita em 14 de abril de 2025, às 21h38, no topo do vulcão Haleakalā, na ilha havaiana de Maui. O telescópio foi direcionado para uma área específica da superfície solar, onde os cientistas sabiam que as condições eram favoráveis para a formação de instabilidades de Kelvin–Helmholtz. A imagem capturada mostrou uma fileira de espirais enroladas, com o desenho exato de uma onda que começa a quebrar.
A descoberta pode ajudar a explicar o aquecimento da coroa solar, uma camada externa do Sol que é muito mais quente do que a superfície. A instabilidade de Kelvin–Helmholtz pode ser um mecanismo importante para a transferência de energia da superfície para a coroa, o que poderia ajudar a entender melhor o comportamento do Sol e seus efeitos no clima da Terra.
Como já mostramos em nossa cobertura sobre o Sol, a compreensão dos fenômenos solares é crucial para entender melhor o impacto do Sol em nosso planeta. Essa descoberta é um exemplo de como a pesquisa científica pode avançar nosso conhecimento sobre o universo e nos ajudar a entender melhor os complexos processos que ocorrem em nosso sistema solar.
Com informacoes de Space Today.

