Supremo Tribunal Federal é acusado de rotina de desfaçatez, alerta colunista Dora Kramer

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 11/09/2026 05:20
Supremo Tribunal Federal é acusado de rotina de desfaçatez, alerta colunista Dora Kramer

Foto: via Folha de S.Paulo

A colunista Dora Kramer, da Folha de S.Paulo, publicou uma análise que retoma advertências feitas há duas décadas pelo então ministro Marco Aurélio Mello e traz à tona um abaixo‑assinado de ministros aposentados que solicita ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, manifestação rigorosa e transparente sobre as suspeitas que assombram a Corte.

Em discurso há 20 anos, Marco Aurélio Mello alertava para os males de atos indignos na vida pública, ressaltando que a conduta de magistrados não deveria ser guiada por fidelidade ao presidente da República, alianças estratégicas ou afinidades políticas com atores da vida pública ou privada.

Os ministros aposentados que assinaram o abaixo‑assinado pertencem a uma época em que as indicações não eram pautadas por lealdade ao presidente e os magistrados não se conduziam ao sabor de proximidades estratégicas, alianças táticas ou afinidades políticas, mantendo, como enfatiza Kramer, a obrigação de obedecer aos ditames da Justiça.

Kramer aponta que a aparente hesitação de Fachin, até que ele assumisse a responsabilidade de estabelecer a ordem no tribunal, reflete um modelo de presidência do STF ainda ancorado em critérios de um tempo antigo, contrastando com a necessidade atual de cautela, discrição, racionalidade, ponderação e avaliação das consequências antes de decisões precipitadas.

O termo "tempos estranhos", citado por Marco Aurélio Mello em 2006 ao assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ambiente conturbado do escândalo do mensalão, é usado por Kramer para ilustrar a situação atual do STF, sugerindo que a mesma frase poderia ser aplicada à Corte suprema nos dias de hoje.

Em seu discurso, Mello declarou: "A rotina de desfaçatez e indignidade parece não ter limites, numa mistura de escárnio e afronta". A colunista destaca que, além de guardiões da Constituição, os juízes devem manter condutas pessoais compatíveis com a nobreza da função, pois não estão acima da lei que protegem.

Kramer reforça a importância de a cidadania acompanhar de perto o comportamento dos magistrados, exigindo que estejam acima de qualquer suspeita.

O texto original está disponível na Folha de S.Paulo em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/09/supremo-evoca-rotina-de-desfacatez.shtml. Os comentários dos leitores não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

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Com informacoes de Folha de S.Paulo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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