Superbet amplia atendimento a apostadores e reforça iniciativa de Jogo Responsável
A Superbet anunciou a ampliação do serviço de apoio a pessoas com problemas relacionados às apostas, criando a Linha Super, um canal gratuito disponível 24 horas por dia, em colaboração com o Instituto de Proteção ao Jogador (IPJ). A iniciativa integra a campanha nacional de Jogo Responsável da empresa.
Em entrevista ao Poder360, o CEO Alexandre Fonseca esclareceu que a campanha não tem objetivo de captar novos clientes, afirmando que uma operação sustentável deve evitar a expansão da atividade dos usuários “a qualquer custo” e deve aplicar alertas, restrições e bloqueios temporários ao identificar comportamentos de risco.
A campanha recebeu investimento de R$ 60 milhões, tem como conceito “Na Superbet, ter limite é a regra do jogo” e conta com a participação do ex‑jogador Cafu como protagonista.
Entre as situações abordadas pela estratégia estão o uso de recursos financeiros destinados à família, o comprometimento de recursos além do planejado, o excesso de tempo dedicado às apostas e a utilização de cartão de crédito para continuar jogando.
Uma das ações, denominada “Limpeza do Algoritmo”, tem o objetivo de redirecionar para conteúdos sobre jogo responsável os usuários que demonstram interesse recorrente em materiais relacionados a apostas.
Em julho, o Ministério da Saúde citou estimativas da Organização Mundial da Saúde que apontam que 1,2 % da população adulta mundial sofre de transtorno do jogo. Já uma pesquisa da Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o Equidade.info, divulgada em 10 de setembro, revelou que 20,4 % dos estudantes dos últimos anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio já fizeram apostas online em sites ilegais; entre jovens de 17 anos o índice chega a 32,3 % e, entre meninos do 3.º ano do Ensino Médio, a 49,7 %. O levantamento ouviu 1 912 estudantes de 191 escolas de todo o país entre agosto e setembro.
Para apostar em plataformas legais, a legislação exige idade mínima de 18 anos, validação por CPF e reconhecimento facial.
Segundo Fonseca, o jogo responsável começa antes do surgimento de um problema grave, com informação, ferramentas de controle e capacidade de identificar mudanças de comportamento que mereçam atenção. A empresa utiliza tecnologia para monitoramento, limites, pausas, autoexclusão e outros mecanismos, além de manter uma porta de acolhimento para quem busca orientação.
A ampliação permite atender até 3 500 usuários por meio do IPJ e a Linha Super, acompanhada de campanha televisiva, visando acolher também pessoas que apresentam os primeiros sinais de risco.
A Superbet afirma que está disposta a limitar um cliente, mesmo que isso implique perda de receita, pois o objetivo é garantir que a base de usuários aposte de forma consciente, como entretenimento, sem comprometer saúde, finanças ou bem‑estar.
Sobre a capacidade da tecnologia identificar jogadores em risco, Fonseca explicou que algoritmos detectam padrões associados a maior risco, como mudanças significativas no volume ou frequência das apostas e tentativas recorrentes de recuperar perdas, possibilitando alertas e bloqueios temporários. O diagnóstico clínico, porém, permanece atribuição de profissionais habilitados, trabalho desenvolvido em conjunto com o IPJ desde o ano passado.
A governança do serviço foi estruturada para separar responsabilidades: a Superbet financiou a expansão e utilizou seu alcance para divulgar o serviço, mas a avaliação das necessidades, os atendimentos e os encaminhamentos são de responsabilidade técnica do IPJ, que não recebe interferência da operadora nas decisões clínicas. O serviço está aberto a qualquer pessoa com problemas de vício, não apenas aos usuários da plataforma.
A Superbet não tem acesso às informações de saúde nem ao conteúdo das conversas realizadas na Linha Super, garantindo a confidencialidade dos atendimentos.
Com informacoes de Poder360.

