Starlink não é uma ameaça para T-Mobile, diz CEO
A T-Mobile não vê a entrada da Starlink no mercado de telefonia móvel dos Estados Unidos como uma grande ameaça. Srini Gopalan, presidente e CEO da operadora, questionou qual problema a empresa de Elon Musk pretende resolver para os consumidores.
Pouco depois, Musk confirmou os planos de construir uma rede móvel própria e prometeu superar as operadoras atuais em conectividade e largura de banda. Em entrevista ao Financial Times, Gopalan afirmou que a discussão precisa partir da necessidade dos clientes.
Para o executivo, ainda não está claro qual seria o diferencial da Starlink capaz de convencer uma pessoa a trocar sua operadora atual. “É preciso perguntar qual é a lacuna no mercado que eles pretendem atender”, afirmou Gopalan.
Ele também questionou por que um consumidor contrataria um novo serviço celular e destacou que a Starlink não possui uma rede terrestre ampla atualmente.
Elon Musk promete rede melhor que a das operadoras. Em uma teleconferência de resultados da empresa, Musk afirmou que essa futura infraestrutura “provavelmente” terá melhor conectividade e maior largura de banda do que as redes oferecidas atualmente pelas operadoras de telefonia móvel.
A própria T-Mobile já trabalha com a Starlink nos Estados Unidos. A conexão via satélite é usada como complemento da cobertura da operadora, principalmente em regiões rurais ou locais onde o sinal convencional não chega, além de atender serviços de emergência.
Gopalan também aproveitou a entrevista para falar sobre a transformação da T-Mobile ao longo da última década. Segundo ele, a estratégia de preços mais baixos adotada pela companhia ajudou a impedir que AT&T e Verizon “explorassem” os consumidores com cobranças mais altas.
Outro ponto importante foi a fusão com a Sprint, concluída em 2020. O negócio aumentou a capacidade de investimento da T-Mobile e permitiu uma série de melhorias na rede para competir de forma mais direta com as duas maiores operadoras dos Estados Unidos.
Atualmente, a T-Mobile possui cerca de 85,6 milhões de clientes, contra aproximadamente 66 milhões antes da fusão.
Com informacoes de Canaltech.

