Sósia de Gabigol troca salário CLT de R$3,5 mil por cachê de R$25 mil e vira "Gabigol da Torcida"

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 24/08/2026 04:40
Sósia de Gabigol troca salário CLT de R$3,5 mil por cachê de R$25 mil e vira "Gabigol da Torcida"

Foto: via G1

Em abril de 2019, durante a vitória do Flamengo sobre o San José, da Bolívia, no Maracanã, Jeferson Thiago foi abordado na arquibancada para conceder entrevista e posar para fotos, com a observação de que sua aparência lembrava a do atacante Gabigol.

A partir desse convite, ele decidiu deixar o emprego formal (CLT) em uma empresa multinacional para se dedicar ao papel de sósia, adotando o apelido de Gabigordo e, posteriormente, de Gabigol da Torcida.

Jeferson relata que, nos primeiros meses, tentou conciliar o trabalho na empresa com as atividades de sósia, mas a agenda acabou se tornando incompatível, forçando a escolha definitiva.

Ele trabalhou quatro anos na Aeronáutica e doze anos em uma empresa multinacional, recebendo entre R$ 3,5 mil e R$ 3,8 mil mensais; em um dia de trabalho realizado em São Paulo, chegou a ganhar R$ 25 mil, demonstrando a diferença de remuneração entre os dois regimes.

Esta reportagem integra a série de entrevistas publicadas pelo G1 que explora a relação de sósias com atletas, seus cachês e os perrengues enfrentados na profissão.

Nos últimos anos, o mercado de sósias se diversificou, diluindo o faturamento entre vários dublês; além disso, a renda caiu em parte devido à mudança de prestígio do atleta original, que passou do Flamengo para o Santos, reduzindo a exposição da figura pública.

Jeferson sempre contou com uma barba espessa, característica marcante de Gabigol, o que facilitou a semelhança visual; contudo, o atacante costuma mudar drasticamente o corte de cabelo, exigindo que o sósia invista em “bom dinheiro” para atualizar o visual.

Ele descreve um episódio em que Gabigol adotou dreadlocks; Jeferson viajou para atender a um trabalho, retornou e, na terça‑feira, o atleta já havia removido o dread, tornando o acompanhamento das mudanças extremamente desafiador.

Quanto às tatuagens, Jeferson tem apreço por arte corporal e fez apenas uma tatuagem exclusiva para combinar com o ídolo: uma ave no pescoço.

Flamenguista de coração, ele acompanhou o jogador de perto entre 2019 e 2023; quando Gabigol foi vendido ao Cruzeiro, recebeu convites da torcida cruzeirense, mas recusou, afirmando que não tem “Gabigol Futebol Clube” e que sua lealdade permanece ao Flamengo, ainda que acompanhe a carreira do atleta no Santos.

Gabigol, por sua vez, já declarou em entrevista ao podcast Podpah que não se considera parecido com o sósia e que ele “força muito para parecer comigo”.

Jeferson não se incomoda com a postura do jogador; ele relata ter ficado hospedado no mesmo hotel que Gabigol, ter tirado foto juntos e ter sido recebido de forma cordial, embora a relação nunca tenha sido próxima.

Hoje, Jeferson Thiago é reconhecido nacionalmente como o “Gabigol da Torcida”, mantendo a atividade de sósia apesar das oscilações de mercado e das constantes transformações de visual do atleta original.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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