Augusto Cury (Avante) denuncia polarização e propõe o fim da 'torcida' na política durante agenda no interior de SP
Na manhã de sábado (22), o candidato à Presidência pela sigla Avante, Augusto Cury, realizou uma agenda de campanha no interior paulista, onde, em transmissão ao vivo nas redes sociais, dialogou com o artista conhecido como WJ, apelidado de "o pior poeta do mundo".
Cury utilizou o espaço para atacar a polarização que, segundo ele, tem dominado o cenário político nacional. O candidato afirmou que os eleitores que permanecem inertes diante dos erros de seus representantes acabam prejudicando tanto o presidente Lula quanto o ex‑presidente Jair Bolsonaro. Ele propôs o fim da chamada "torcida" na política, defendendo que ninguém deveria se identificar como "ista" de qualquer corrente.
Em suas palavras, os maiores inimigos de Bolsonaro não seriam os apoiadores do PT, mas sim os próprios bolsonaristas que não apontam falhas ao líder, enquanto os maiores inimigos de Lula seriam os lulistas que o tratam como um semideus e também deixam de criticar seus equívocos. Segundo Cury, "ninguém deve ser 'ista'; só Deus merece adoração".
O candidato ainda descreveu a política brasileira como quase uma religião, ressaltando que o país está dividido como se fossem duas famílias em conflito, quando, na realidade, há apenas uma nação. Ele declarou que todos são "cheios de defeitos e eternos aprendizes", mas que o discurso político tem se tornado excessivamente sectário.
Cury também abordou a questão do financiamento e da visibilidade nas redes sociais. Ele alegou que, embora sua campanha gaste entre R$30 e R$50 milhões em impulsionamento digital, apenas cerca de 2% dos seus 15 milhões de seguidores são informados de sua candidatura, devido ao que chamou de algoritmo não democrático.
Em relação à motivação pessoal, o candidato afirmou que concorre ao cargo por amor à sociedade e que não tem ambição de poder, descrevendo essa busca como "uma dor" para ele.
Na mesma noite, a pesquisa Datafolha, encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e divulgada na sexta‑feira (21), trouxe os primeiros números após o início oficial das campanhas. O levantamento apontou que Augusto Cury detém 2% das intenções de voto, posicionando‑se em sexto lugar entre os candidatos à Presidência. O presidente Lula lidera a pesquisa com 39% das intenções, seguido por Flávio Bolsonaro, do PL, com 33%.
Os dados da pesquisa reforçam a fragmentação do cenário eleitoral, enquanto Cury continua a chamar a atenção para a necessidade de superar a lógica de "torcida" e promover um debate político menos polarizado.
Com informacoes de G1.

