Sony Music e Warner Music processam Anthropic por suposta pirataria de obras musicais
A Sony Music e a Warner Music ingressaram com uma ação judicial conjunta contra a Anthropic, alegando que a empresa realizou o que descrevem como “um dos maiores e mais flagrantes roubos contínuos de propriedade intelectual da história”.
Segundo a denúncia, a Anthropic teria conduzido “uma campanha descarada de torrenting ilegal, scraping e download de obras protegidas em larga escala”, utilizando esses arquivos para alimentar o treinamento de seus modelos de inteligência artificial, em especial o Claude.
As gravadoras buscam indenizações de até US$150 mil por cada obra supostamente infringida e US$25 mil por cada ocorrência em que a Anthropic teria removido informações de gestão de direitos autorais, o que pode elevar o valor total da ação para bilhões de dólares.
O processo afirma que “milhares de composições musicais protegidas por direitos autorais” foram coletadas de forma ilícita para treinar os algoritmos do Claude.
A Anthropic, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre as alegações.
Este não é o primeiro litígio envolvendo a empresa e o setor musical. No início deste ano, a Concord Music Group e a Universal Music Group também moveram processos contra a Anthropic, acusando a startup de baixar ilegalmente mais de 20 mil músicas protegidas para fins de treinamento de IA e requerendo mais de US$3 bilhões em danos.
Anteriormente, um grupo de autores processou a Anthropic alegando uso de cópias piratas de suas obras para treinamento de modelos; o caso foi encerrado com um acordo recorde de US$1,5 bilhão.
Como já destacamos em nossa cobertura de agosto, a Anthropic tem estado no centro de controvérsias, desde críticas de seu CEO Dario Amodei até instabilidades globais do modelo Claude, e agora volta a ser protagonista de um debate jurídico sobre uso de conteúdo protegido.
Com informacoes de Olhar Digital.

