Operação Bomba Oculta fecha 1.283 CNPJs de postos de combustível irregulares em São Paulo
Órgãos federais e estaduais deram início nesta sexta‑feira (28) à Operação Bomba Oculta na Grande São Paulo, com a missão de fechar postos clandestinos de combustíveis e cancelar 1.283 CNPJs considerados irregulares.
A ação, coordenada pela Receita Federal, Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz/SP), Agência Nacional do Petróleo (ANP), procuradorias e pela Polícia Civil, combinou fiscalizações presenciais com o bloqueio imediato de cadastros fiscais dos estabelecimentos.
Com a medida, as contas bancárias vinculadas aos CNPJs autuados foram bloqueadas, impedindo a emissão de notas fiscais e dificultando a continuidade das atividades ilícitas.
A operação nasce dos desdobramentos da Operação Carbono Oculto, realizada há um ano, e tem como objetivo sufocar redes que utilizavam postos sem autorização legal.
Os postos irregulares são usados para sonegação de impostos, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro oriunda do crime organizado, gerando prejuízos ao consumidor, aos cofres públicos e às empresas que operam dentro da legalidade.
Novos procedimentos da Receita Federal agora permitem a declaração sumária de inaptidão do CNPJ de empresas que tiveram suas licenças cassadas por órgãos reguladores, agilizando a retirada desses negócios do mercado.
A ANP já revogou o funcionamento de mais de 10 mil postos em todo o país desde 2019, porém muitos continuaram operando com registros ativos, mantendo a clandestinidade.
Ao cruzar bases de dados e interditar fisicamente esses pontos, o Estado busca cortar as fontes de financiamento de facções criminosas inseridas na cadeia de distribuição de combustíveis.
Esta não foi a única irregularidade detectada nos postos de combustível; o chamado "golpe" dos postos de combustíveis está agora sob a mira da ANP, que intensificou a vigilância sobre o setor.
Com informacoes de Canaltech.

