Soja e Arroz: Exportações e Recordes no Mercado Brasileiro

Por Sebastião Gomes da Silva em Rio Verde, GO 13/07/2026 13:11
Soja e Arroz: Exportações e Recordes no Mercado Brasileiro

Foto: via Canal Rural

Exportadores dos Estados Unidos relataram a venda de 472.000 toneladas de soja para a China, com entregas previstas para os anos comerciais 2526 e 2627, conforme informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Essa venda é composta por 136.000 toneladas com entrega prevista para o ano comercial 2526 e 336.000 toneladas para o ano comercial 2627. É importante notar que exportadores são obrigados a reportar vendas de 100.000 toneladas ou mais em um único dia.

Essa notícia chega em um contexto onde a Comissão Europeia apresentou um plano para reduzir a dependência do bloco em relação a proteínas vegetais importadas, especialmente soja. O objetivo é aumentar a produção doméstica de oleaginosas e culturas proteicas para alimentação animal. A meta é elevar de 25% para 35% a participação de oleaginosas e proteínas para ração produzidas na UE até 2035. Essa estratégia visa reforçar a autonomia, segurança alimentar e resiliência das cadeias de abastecimento.

No Brasil, as exportações de arroz encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume da série histórica da CESX, fortalecendo a demanda pelo cereal e ampliando a competitividade do mercado externo. Pesquisadores do CEPEIA indicam que esse cenário sustentou uma reação nos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. O aumento nos preços ocorre em um contexto de restrição na oferta e perspectivas de novas valorizações. Como já mostramos anteriormente, a soja brasileira tem sido influenciada por fatores externos, como a alta nos contratos futuros em Chicago e compras chinesas, o que pode refletir em um mercado dinâmico para os produtos agrícolas brasileiros.

Com informacoes de Canal Rural.

Sebastião Gomes da Silva

Sobre o Autor: Sebastião Gomes da Silva

Tião é o agro do MOTNAF.NEWS de bota e chapéu. Cotação de soja, milho, boi e café, clima para a safra, tecnologia no campo, exportação e as decisões que mexem com quem produz o alimento do Brasil. Direto, sem enrolação e com o pé no barro, do pequeno produtor ao agronegócio que move o país.