Soja avança em Chicago impulsionada por alta do petróleo e risco de atrasos na colheita dos EUA
Na segunda‑feira (14), os contratos futuros de soja negociados na Chicago Board of Trade (CBOT) encerraram o pregão em alta, refletindo o repique dos preços dos combustíveis, entre eles o petróleo, e a preocupação com possíveis atrasos na colheita do Meio‑Oeste dos Estados Unidos, segundo relatos de operadores.
O contrato de soja com vencimento em novembro subiu 7,75 centavos, equivalente a 0,6%, sendo negociado a US$13,04‑1/4 por bushel. As previsões meteorológicas apontam para chuvas intensas que podem retardar a colheita em regiões do Meio‑Oeste nesta semana, destacando o estado de Iowa, maior produtor agrícola dos EUA e segundo maior produtor de soja. O Serviço Nacional de Meteorologia emitiu alertas de enchentes para o centro e sudoeste de Iowa na tarde da segunda‑feira.
Operadores também citaram sinais de melhora na demanda por exportações como apoio ao mercado, ao mesmo tempo em que aguardam a visita do presidente chinês Xi Jinping a Washington, prevista para o final do mês. Os futuros de milho fecharam com alta modesta; o contrato de dezembro avançou 3 centavos, cotado a US$5,3325 por bushel, permanecendo dentro da faixa de negociação da sexta‑feira e abaixo da máxima estabelecida em 2 de setembro. Já os contratos de trigo encerraram em baixa, com o contrato de dezembro recuando 3,25 centavos, negociado a US$7,22 por bushel, após cair para US$7,10 – o nível mais baixo desde 26 de agosto, diante da expectativa de desescalada do conflito no Mar Negro, que tem afetado as exportações de grãos da região.
O movimento dos futuros de soja nos EUA ganha relevância para o mercado brasileiro, onde a Boa Safra (SOJA3) acabou de receber aprovação do conselho para captar até R$332,45 milhões da Finep, equivalente a 34% de seu valor de mercado, reforçando a conexão entre o cenário internacional de grãos e as estratégias de financiamento do agronegócio nacional.
Com informacoes de Money Times.

