Cofco alerta para leve queda na safra de soja brasileira em 2026/27 devido ao El Niño
O CEO da Divisão de Grãos e Oleaginosas da chinesa Cofco no Brasil, Luiz Noto, afirmou que a área plantada com soja no ciclo 2026/27 deverá apresentar um “pequeno” crescimento, embora a safra possa cair “um pouco” em razão do impacto do El Niño.
Noto explicou que a expectativa de expansão da área é limitada por menores margens dos produtores, dificuldades financeiras e crédito restrito, e que o fenômeno climático pode reduzir a produtividade média nacional.
Segundo o executivo, o El Niño costuma trazer mais chuvas ao Sul do país, mas pode gerar um período mais seco e quente no centro‑norte, região tradicionalmente produtora de soja. “O maior foco vai ser na questão de clima e produtividade para o ano que vem”, destacou, referindo‑se ao plantio que começa em meados do próximo mês e à colheita que normalmente ocorre entre o final de dezembro e início de janeiro.
Ele apontou que, embora a área cultivada deva ser maior, a produtividade pode ficar “um pouco menor”. Analistas de mercado, por sua vez, preveem um pequeno crescimento na produção total.
Na última colheita, concluída no primeiro semestre, o Brasil registrou um recorde de 180,5 milhões de toneladas de soja, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em entrevista concedida à Reuters na quinta‑feira (20), Noto fez um balanço inicial do escoamento da safra 2025/26, destacando o desempenho do novo Terminal Export Cofco (TEC) no porto de Santos. A primeira fase do terminal tem capacidade para 12 milhões de toneladas por ano, e a Cofco registrou “crescimento bastante” no corredor Santos, tanto em volume transportado via ferrovia do Mato Grosso quanto em participação de mercado nas regiões convergentes ao porto, especialmente Minas Gerais, Goiás e São Paulo.
Ele informou que a Cofco exportou este ano soja, milho, açúcar e, na semana passada, sorgo pelo novo terminal, sem detalhar os volumes.
A empresa prevê concluir a segunda fase do terminal, que elevará a capacidade para 14,5 milhões de toneladas anuais, por volta de outubro, e a entrada de novos silos de armazenagem aumentará ainda mais a capacidade portuária. “Mas os dois berços já estão em pleno funcionamento”, concluiu.
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Com informacoes de Money Times.

