Sobrenatural: Agora Entre Nós busca fôlego em franquia cansada enquanto o terror da Blumhouse se destaca em 2026

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 22/08/2026 17:00
Sobrenatural: Agora Entre Nós busca fôlego em franquia cansada enquanto o terror da Blumhouse se destaca em 2026

Foto: via Estadão

O sexto capítulo da série de terror, Sobrenatural: Agora Entre Nós, chegou aos cinemas na quinta‑feira, dia 20, sob a direção de Jacob Chase, que aposta em uma narrativa que mistura o sobrenatural com conflitos familiares para tentar reanimar uma franquia que já demonstra sinais de desgaste após quase duas décadas e seis filmes.

A história acompanha Gemma, interpretada por Amelia Eve, que retorna à casa da infância para criar sua filha. Logo, ela descobre que possui a capacidade de atravessar o plano astral, conhecido como O Além, trazendo de volta ao mundo físico entidades e perigos que habitam essa dimensão de espíritos e forças malignas. A trama se complica ainda mais com a invasão de criminosos ao bairro, adicionando uma ameaça física ao terror já existente e proporcionando material suficiente para os pouco mais de 100 minutos de duração.

Um dos pontos fortes apontados pelos críticos é a abordagem geracional. A forma como Gemma enfrenta seus próprios temores enquanto protege a filha de um perigo que ela mesma inadvertidamente trouxe para dentro de casa gera as sequências mais impactantes, como a cena que envolve um cachorro, uma criança e um objeto oculto no armário, lembrando os momentos em que a franquia funcionava com excelência.

O elenco também contribui para esses acertos. Sam Spruell, que encarna a nova entidade proveniente de O Além, consegue criar uma ameaça que foge do clichê de demônio genérico, sustentando o ritmo de cenas específicas, como a sequência claustrofóbica em formato de labirinto, considerada o ponto alto visual do filme. Nesses momentos, Chase demonstra habilidade em gerar tensão, ainda que nem sempre saiba como utilizá‑la posteriormente.

Entretanto, fora desses destaques pontuais, o longa tropeça em armadilhas recorrentes do gênero: sustos previsíveis, estrutura excessivamente genérica e um roteiro que não aprofunda suficientemente os temas propostos. O medo como herança entre mães e filhas, por exemplo, aparece mais como um pretexto do que como a espinha dorsal da narrativa.

A subtrama dos criminosos parece existir principalmente para inflar o terceiro ato, sem estabelecer um diálogo efetivo com o terror sobrenatural que dá nome à série. Vale notar que Agora Entre Nós chega em um ano particularmente movimentado para a Blumhouse, que também lançou Backrooms e Obsessão, ambos em 2026, oferecendo ideias mais originais dentro do gênero. Em comparação, a franquia mais antiga da produtora parece ainda presa ao passado, tentando equilibrar fan service com alguma reinvenção, mas sem se comprometer totalmente com nenhum dos dois caminhos.

Mesmo sem reinventar a saga, o filme evidencia que ainda há vontade de assombrar, ainda que a franquia continue distante de rivais mais consistentes, como Invocação do Mal, que embora também não esteja no auge, mantém uma coesão maior ao combinar folclore, dinâmica familiar e horror.

Em outra frente, Odisseia, de Christopher Nolan, alcançou a marca de US$1,352 bilhão em arrecadação, estabelecendo um novo recorde para filmes com classificação R ao ultrapassar Deadpool & Wolverine como a produção mais lucrativa nesse segmento.

Na comédia, Amigas sem Filtro tentou abordar o humor sobre mulheres maduras, mas acabou recaindo em estereótipos que limitam a proposta.

Em notícia de entretenimento, o namorado de Hayden Panettiere teria fornecido um medicamento usado em casos de overdose, informação confirmada pelo cunhado da atriz.

Para marcar os 50 anos da morte de JK, são sugeridas quatro produções que vão de documentário a minissérie da Globo, oferecendo diferentes abordagens ao legado do escritor.

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Com informacoes de Estadão.

Tainá Ribeiro Alves

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