Senador Rogério Marinho se recusa a assinar pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes
O senador Rogério Marinho (PL-RN) declarou que não assinou o pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, apesar de considerar “gravíssimas” as denúncias envolvendo o magistrado e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Marinho explicou que a decisão visa evitar que sua assinatura pudesse ser usada futuramente como argumento para questionar a validade do processo, em um cenário que ele descreve como de “insegurança jurídica, abuso de poder e hipertrofia do Judiciário sobre os demais Poderes”.
Ele acrescentou que, caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aceite o pedido, os senadores se tornariam julgadores e qualquer eventual irregularidade poderia ser usada como “subterfúgio” para tentar anular o procedimento.
Mesmo sem assinar, Marinho afirmou ter tomado outras providências: apresentou uma notícia-crime à Procuradoria Geral da República pedindo o afastamento e a prisão de Alexandre de Moraes; solicitou o afastamento do procurador-geral Paulo Gonet e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; e pediu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a abertura de investigação contra Moraes.
A declaração ocorre em meio ao aumento da pressão sobre o Senado para dar andamento aos pedidos de impeachment contra ministros do STF. Alcolumbre afirmou que há 109 pedidos de impeachment contra integrantes da Corte no Congresso e que o número “não é normal”, mas evitou dizer se algum processo será prosseguido.
Marinho fez sua declaração depois que o ministro André Mendonça (STF) levantou o sigilo das investigações sobre a relação de Daniel Vorcaro com Moraes, Gonet e Andrei Rodrigues. As mensagens tornadas públicas revelam uma proximidade entre Vorcaro e Moraes, intensificando a pressão sobre o ministro.
Moraes é alvo da maior parte dos pedidos de impeachment apresentados contra integrantes do STF e que permanecem sem andamento no Congresso. Na terça‑feira, 1º de setembro, foram apresentados mais três pedidos contra ministros da Corte.
Como já mostramos em 05/09, a PGR abriu procedimento para apurar possível interferência em relatório da Polícia Federal sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro, e o STF utilizou relatório sem fundamento para impedir indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Com informacoes de Poder360.

