Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, inicia visita à Colômbia, Peru e Equador em missão de “domínio das Américas”

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 04/09/2026 15:00
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, inicia visita à Colômbia, Peru e Equador em missão de “domínio das Américas”

Foto: via G1

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, está programado para percorrer a América Latina na próxima semana, como parte da estratégia anunciada pelo governo de Donald Trump de expandir o que denominou “domínio das Américas”.

De acordo com comunicado oficial do Departamento de Estado, a agenda de Rubio inclui visitas à Colômbia, ao Peru e ao Equador, todos governados por lideranças consideradas alinhadas ao presidente americano. A missão está prevista para ocorrer entre os dias 8 e 10 de setembro.

Durante a viagem, o secretário se reunirá com o presidente equatoriano Daniel Noboa, bem como com representantes dos novos governos colombiano, liderado por Abelardo de la Espriella, e peruano, presidido por Keiko Fujimori.

Em nota divulgada, o porta‑voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott, afirmou que a presença de Rubio tem como objetivo “fortalecer alianças importantes dos Estados Unidos na região”. O comunicado detalha ainda que as discussões abordarão o apoio dos EUA à resposta da Colômbia ao recente terremoto, o reforço da cooperação conjunta contra o narcoterrorismo – ameaça descrita como perigosa para todo o hemisfério – e os benefícios de relações comerciais mais estreitas entre as nações.

O anúncio da viagem segue a recente reivindicação do Departamento de Estado de que os Estados Unidos detêm “domínio” sobre as Américas, uma afirmação que remete à histórica Doutrina Monroe, utilizada por governos norte‑americanos ao longo de quase dois séculos para exercer influência na região.

Em vídeo divulgado no início de agosto, o órgão destacou que o domínio americano em todo o continente “nunca mais será questionado”. O material também citou a operação que resultou na captura do ex‑ditador venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro deste ano, apresentando o episódio como o exemplo mais recente da aplicação da doutrina norte‑americana e afirmando que enviou um “forte sinal a todo o hemisfério”.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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