Romeu Zema promete ajuste fiscal, corte da Selic para 6% e salário‑mínimo indexado à inflação, se eleito presidente
Em entrevista concedida à Globo na segunda‑feira, dia 24, o candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, expôs seu programa econômico e social, afirmando que, caso vença as urnas, promoverá um ajuste fiscal destinado a reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 14% ao ano para 6%.
Zema não especificou quais medidas comporiam o ajuste fiscal, mas destacou que a diminuição da Selic seria possível apenas com um governo “sério, com credibilidade, combatendo corrupção e fraudes”, o que, segundo ele, geraria uma economia de R$ 800 bilhões por ano.
Sobre o salário‑mínimo, o ex‑governador de Minas Gerais garantiu que o valor será reajustado integralmente pela inflação, afirmando que “ninguém vai ter perda”. O ganho real, porém, ficaria condicionado ao “bom desempenho da economia”, mantendo o aumento relativo observado nos dois últimos anos caso o cenário econômico “esteja indo bem”.
O candidato também prometeu multiplicar por dez o número de escolas de tempo integral em todo o país e citou o modelo de segurança adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como referência que poderia ser adaptada ao Brasil.
Em relação à dívida pública de Minas Gerais, Zema explicou que, durante sua gestão de quase oito anos, o estado viu a dívida dobrar por causa de um déficit “herdado dos anos 90” e dos juros elevados cobrados pelo governo federal. Ele afirmou não ter realizado empréstimos ou financiamentos, ter pago R$ 23 bilhões a aposentados que não recebiam benefícios e R$ 13 bilhões ao governo federal e a servidores públicos. Segundo ele, o déficit de R$ 11 bilhões registrado em 2018 foi transformado em superávit de R$ 5 bilhões ao deixar o cargo, reduzindo significativamente a carga da dívida para a economia mineira.
No tema da vacinação infantil, Zema se posicionou contra a obrigatoriedade, embora tenha declarado que tomou todas as vacinas contra a Covid‑19, acredita na ciência e recomenda a vacinação. Ele defendeu que o Estado deve conduzir campanhas de conscientização e vacinar o maior número possível, sem impor sanções a famílias que optem por não vacinar, argumentando que “a obrigatoriedade não pode ser imposta em um país democrático”.
Quanto ao julgamento dos atos de 8 de janeiro de 2023, Zema anunciou que, se eleito, concederá anistia aos condenados, classificando o processo no STF como “nitidamente político”. Ele ressaltou que os responsáveis devem ser punidos por vandalismo e depredação, mas que o tribunal responsável não deve ser “político”.
Zema reiterou sua confiança nas urnas eletrônicas, ao mesmo tempo em que sugeriu que o sistema poderia ser aprimorado com a introdução de voto impresso. A entrevista foi transmitida ao vivo dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com veiculação simultânea pelo g1 e pela GloboNews.
Com informacoes de G1.

