Renault Niagara chega ao Brasil em novembro; versão híbrida será lançada apenas em 2027
A Renault confirmou que a nova picape Niagara entrará no mercado brasileiro em novembro deste ano, porém adia a chegada da versão híbrida para 2027, deixando o modelo inicialmente com motor 1.3 turbo flex.
Construída sobre a plataforma RGMP, compartilhada com os modelos Boreal e Kardian, a Niagara apresenta frente alta, grade ampla e detalhes que reforçam seu aspecto robusto.
O motor 1.3 turbo de injeção direta entrega 156 cv quando abastecido com gasolina e 160 cv com etanol, gerando torque máximo de 270 Nm. O conjunto pode ser acoplado a um câmbio manual de seis marchas ou a uma transmissão automática de seis velocidades com dupla embreagem úmida.
Disponível nas versões 4x2 e 4x4, a versão 4x2 direciona a força apenas ao eixo dianteiro, sendo indicada para uso urbano, rodoviário e estradas de terra em boas condições. A versão 4x4, sem bloqueio de diferencial, distribui torque entre os dois eixos e pode transferir torque para as rodas traseiras ao detectar perda de aderência ou necessidade de maior tração. Ambas utilizam rodas de 17 polegadas.
Com 4,94 metros de comprimento e entre-eixos de 2,96 metros, a Niagara apresenta altura livre ao solo de 233 milímetros na configuração 4x4 Outsider automática e 223 milímetros na 4x2. Os ângulos de ataque e saída variam levemente entre as versões devido a acessórios de série.
A caçamba oferece 938 litros de capacidade volumétrica e suporta até 654 kg de carga, podendo rebocar até 710 kg. Um compartimento secreto de 36 litros está localizado atrás dos bancos traseiros.
No interior, destaca-se a central multimídia de 10,1 polegadas, o painel digital de 10,2 polegadas, carregador de celular por indução e o sistema OpenR Link com integração Google e Gemini.
O pacote de assistência ao motorista (ADAS) inclui controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go, alerta e assistente de permanência em faixa, reconhecimento de placas, detector de fadiga, frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego, câmera de ré, sensores dianteiros e traseiros, assistente de estacionamento e câmera panorâmica de 360 graus.
A cabine pode ser equipada com iluminação ambiente de LED em até 48 cores, bancos dianteiros com ajustes elétricos e acabamento em tecido ou couro sintético, encosto traseiro com inclinação de 25 graus e distância para os joelhos de 200 milímetros, além de capota elétrica como acessório de elegância.
O design, desenvolvido no Brasil, abandonou o tradicional losango na grade frontal e adotou uma nova assinatura que pode ser luminosa. A produção da Niagara será concentrada na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, Argentina, fruto da colaboração entre equipes de engenharia brasileiras e argentinas.
Sem uma versão eletrificada apresentada no lançamento, a Niagara pretende concorrer com as versões a diesel da Fiat Toro, Ram Rampage e a híbrida Maverick, prometendo “futuramente teremos a Niagara híbrida”, embora a montadora tenha indicado que isso só ocorrerá a partir de 2027 e que o sistema híbrido tracionará as rodas, não sendo uma híbrida leve.
O segmento de picapes no Brasil registrou mais de 80 mil unidades emplacadas em 2025 e tem projeção de crescimento em 2026. No mesmo mês de lançamento da Niagara, a BYD desembarca no país com a Mako 4x2 híbrida plug‑in, derivada do Song Pro e produzida na Bahia.
Com informacoes de CNN Brasil.

