Cinco pontos que explicam a má fase do Corinthians no Brasileirão

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 10/09/2026 05:40
Cinco pontos que explicam a má fase do Corinthians no Brasileirão

Foto: via ge

Corinthians perde para a Chapecoense e chega à quarta derrota seguida, marca que não era registrada desde 2007, ano marcado pelo único rebaixamento do clube.

Em meio ao cenário de incerteza, o Timão despencou na tabela e agora vê a distância para o grupo dos quatro últimos colocados diminuir.

Do dia 16 de agosto para cá, a equipe do técnico Fernando Diniz perdeu para o Cruzeiro, Coritiba, Santos e Chapecoense – sendo três desses jogos na Neo Química Arena e com média de público superior a 37 mil pessoas.

O próprio treinador pediu desculpas à torcida pelos seguidos tropeços.

O ge mostra os motivos de dentro das quatro linhas que resultaram na queda de rendimento do Corinthians e na pior sequência do clube no Brasileirão dos últimos 19 anos.

Fora de campo, é importante ressaltar que o clube vive a maior crise financeira de sua história e está em atraso com o pagamento de direitos de imagem e premiações devidas aos jogadores.

Mais notícias do Corinthians: Análise: sem senso de urgência, Timão aprofunda crise; Diniz aposta em manutenção do elenco para voltar a vencer; Timão tem quatro jogadores na pré‑lista de convocados da Seleção.

Não há dúvidas de que o principal problema do Corinthians nas últimas semanas está relacionado à extensa lista de desfalques. No momento, Yuri Alberto, André, Zakaria Labyad e Kayke estão no departamento médico, enquanto Vitinho está na fase final da transição.

No último domingo, por exemplo, o técnico Fernando Diniz não pôde contar com Raniele, Gabriel Paulista e Hugo Souza – todos titulares – por conta de suspensão.

Com um elenco enxuto e sem possibilidade de ir ao mercado realizar contratações devidos aos três transfer bans ativos, o Corinthians encontra dificuldade em mandar a campo times competitivos.

Semana após semana, a comissão técnica busca soluções internas para preencher o buraco gerado pelos desfalques.

Quando assinou com o clube do Parque São Jorge em abril deste ano, Diniz optou em repetir as escalações em seus primeiros jogos para que os atletas absorvessem mais rapidamente suas ideias de jogo. A estratégia deu certo e, de cara, o Corinthians acumulou uma sequência de sete jogos sem derrota.

Veja a coletiva de Fernando Diniz após a derrota do Corinthians para a Chapecoense.

A falta de eficiência do sistema ofensivo tem papel determinante no momento ruim do Corinthians. O time fez quatro gols nos últimos quatro jogos do Brasileirão e desperdiçou muitas oportunidades. No período, a equipe registrou média de 17 finalizações, com mais de 58% de posse e 617 passes trocados por jogo.

Na prática, o Corinthians domina a bola, cria as oportunidades para derrotar seus adversários, porém erra na execução das jogadas de ataque. No último domingo, diante da Chapecoense, Memphis Depay, Rodrigo Garro, Kaio César, André Carrillo e Pedro Raul perderam chances claríssimas que poderiam ter evitado mais um tropeço no Brasileirão.

A solidez do sistema defensivo foi enfraquecida nas últimas semanas. Embora ainda tenha a terceira melhor defesa da Série A, com 27 gols sofridos em 26 rodadas, o Corinthians tomou sete gols nos últimos quatro jogos.

A mudança de peças provocada pelos desfalques e a necessidade de buscar o resultado nos minutos finais têm deixado o sistema defensivo mais exposto, sofrendo gols na reta final do segundo tempo, como, por exemplo, diante do Cruzeiro e da Chapecoense.

O contexto da instabilidade corintiana passa diretamente pela disputa da fase mata‑mata da Conmebol Libertadores. Na próxima quarta‑feira, o Timão inicia a fase de quartas de final do torneio diante do Estudiantes, na Argentina.

O próprio Diniz afirmou que teve esse tipo de dificuldade em 2023, quando defendia as cores do Fluminense e acabou vencendo a competição. “Acontece de maneira natural, não só aqui, mas em outros clubes. No Fluminense, que ganhamos a Libertadores, no Brasileiro era mais difícil de motivar. Não estamos em condição de escolher um campeonato para jogar. Neste momento agora, não vou descartar totalmente que o time entra mais motivado na Libertadores”, afirmou. “Em dois anos, mostramos ambição, ganhamos títulos, mas são momentos. A temporada é longa, consistência é uma das coisas que eu acho (que perdemos), manter o foco por 90 minutos, jogar rápido, qualidade, jogar simples, deixar a bola fazer o trabalho.”

Com informacoes de ge.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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