PSG adota postura neutra na corrida pela Bola de Ouro 2026
A disputa pela Bola de Ouro volta a esquentar nos bastidores do futebol europeu, e o Paris Saint‑Germain decidiu adotar uma postura diferente: não tomar partido de nenhum dos candidatos. Segundo o jornal L'Équipe, o clube conta com dez jogadores indicados ao prêmio individual da revista France Football e optou por "não tomar partido" nesta edição.
No ano passado, a estratégia parisiense foi de endossar Ousmane Dembélé, que acabou sendo eleito vencedor, mesmo com outros representantes na briga. Essa decisão contrastou com a postura adotada agora, quando o clube prefere manter neutralidade.
A cobertura da L'Équipe aponta que a forma como o PSG tratou a corrida pela Bola de Ouro 2025 teria causado ressentimento em Achraf Hakimi, que era um dos nove jogadores do então campeão europeu na lista de finalistas. Além de Hakimi e Dembélé, os outros nomes da lista eram Gianluigi Donnarumma (à época no clube), Désiré Doué, Khvicha Kvaratskhelia, Nuno Mendes, João Neves, Fabián Ruiz e Vitinha.
Para a edição de 2026, Hakimi voltou à disputa, mas o clube, que agora tem quase um time inteiro entre os postulantes, preferiu "dar igual importância" ao trio Khvicha Kvaratskhelia, Fabián Ruiz e Ousmane Dembélé, conforme informou a publicação.
Outros representantes parisienses que também estão na lista são Marquinhos, Nuno Mendes, João Neves, Willian Pacho, Vitinha e o reforço Ferran Torres.
O PSG está ciente do risco de dividir votos ao escolher o caminho da união, estratégia que vai na contramão de clubes como Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique, que costumam concentrar apoio em um único candidato, ainda que tenham vários atletas na disputa.
Os merengues reforçam Kylian Mbappé, mas também contam com Jude Bellingham, Marc Cucurella e Vinícius Júnior na lista de finalistas.
O rival Barcelona endossa Lamine Yamal, que representa a equipe ao lado de Pau Cubarsí e Rodri.
Os bávaros optaram por conceder mais suporte a Harry Kane, além de Luis Díaz, Michael Olise e Dayot Upamecano, que completam os demais nomes do gigante alemão entre os 30 finalistas.
Os critérios para a definição do vencedor da Bola de Ouro levam em consideração desempenho individual, performances com a equipe — como a conquista de títulos — e fair play. O júri é composto por jornalistas especializados em futebol ao redor do mundo, e a análise sobre cada jogador varia conforme a visão de cada jurado, o que impede afirmar qual estratégia é a mais eficaz.
Como já destacamos recentemente a indicação do Flamengo ao prêmio de Clube do Ano da Bola de Ouro, o PSG também demonstra que a política de apoio institucional pode influenciar a narrativa em torno da premiação.
Com informacoes de Trivela.

