Príncipe Harry e Meghan retornam ao Reino Unido: filhos matriculados e nova residência fora das propriedades reais
A imprensa do Reino Unido informou na quarta‑feira (19) que o príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle planejam retornar ao país, embora ainda não haja confirmação oficial.
Os dois filhos do casal, Archie, de sete anos, e Lilibet, de cinco, teriam sido matriculados em uma escola britânica, com início das aulas previsto para setembro, de acordo com veículos como a BBC.
O casal teria escolhido uma residência que não faz parte das propriedades reais. Entre as opções citadas, está a região de Northampton, ao norte de Londres, em uma propriedade pertencente à família Spencer, linhagem materna de Harry e ligada à falecida princesa Diana. Outra possibilidade apontada seria a região dos Cotswolds, próxima a Oxford, no centro‑oeste da Inglaterra, conhecida por receber celebridades.
Segundo a imprensa, o rei Charles III, de 77 anos, foi informado do plano de retorno no domingo anterior ao anúncio.
Harry já havia declarado que não se sente seguro para levar a família ao Reino Unido após perder, em 2025, uma batalha judicial que visava garantir proteção policial financiada pelo governo britânico.
O retorno reacende questões sobre a relação com seu irmão, o príncipe William, herdeiro do trono, e com o pai, especialmente após a partida para os Estados Unidos em 2020.
Em julho, o rei Charles e a rainha consorte Camilla receberam Harry, Meghan e os dois filhos pela primeira vez em quatro anos.
Mesmo residindo nos Estados Unidos, Harry continua como patrono de diversas organizações beneficentes no Reino Unido.
O tabloide Daily Mail interpretou o retorno como uma possível admissão de que os projetos de Harry e Meghan nos Estados Unidos não atingiram os resultados esperados.
Meghan, por sua vez, tem desenvolvido a marca As Ever, que comercializa geleias, velas e chá, consolidando sua atuação como empresária.
A professora Nathalie Weidhase, da Universidade de Surrey, comentou à AFP que a volta do casal pode redirecionar a atenção pública e midiática para os conflitos que motivaram a saída, como o racismo sofrido por Meghan, as preocupações de segurança e as tensões familiares desencadeadas pela autobiografia de Harry, O que sobra.
Ed Owens, especialista em realeza, apontou que o principal motivo para o retorno seria o desejo de que os filhos cresçam no Reino Unido, embora reconheça que os empreendimentos de mídia e negócios do casal divergem da filosofia de serviço da monarquia.
Pesquisas recentes da YouGov revelam que apenas 22 % da população tem opinião positiva sobre Meghan e 33 % sobre Harry.
Com informacoes de G1.

