Pressão sobre Fernando Diniz cresce no Corinthians em meio à disputa política por Memphis Depay

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 09/09/2026 23:40
Pressão sobre Fernando Diniz cresce no Corinthians em meio à disputa política por Memphis Depay

Foto: via UOL

A pressão sobre o técnico Fernando Diniz não se restringe aos resultados recentes do Corinthians; ela tem origem principalmente nos integrantes da política interna do clube que se opuseram à permanência de Memphis Depay e agora questionam a defesa pública feita pelo treinador ao atacante.

Segundo apuração do UOL, a tensão está concentrada no Parque São Jorge, sobretudo entre aliados políticos do presidente Osmar Stabile, que consideram que a postura de Diniz ao defender a renovação de Memphis contribuiu para aumentar a divisão no elenco e para a sequência negativa de quatro derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro.

Alguns desses aliados argumentam que o Corinthians não deveria renovar com Memphis devido às pendências financeiras do clube com o próprio elenco. Diniz, por sua vez, afirmou em diversas ocasiões que gostaria de continuar trabalhando com o holandês e defendeu a renovação.

A cobrança sobre o treinador se intensificou dentro desse mesmo grupo político que se mostrava contrário à permanência do camisa 10. Fontes próximas à comissão técnica relatam que Diniz percebe a pressão vinda do Parque São Jorge e entende que as disputas internas passaram a pesar na avaliação de seu trabalho.

Essa movimentação ocorre em meio a divisões dentro do próprio grupo ligado a Stabile. Dirigentes e conselheiros que faziam parte da “União dos Vitalícios” foram afastados, ampliando a cisão entre os grupos que apoiam a atual administração.

No departamento de futebol, porém, Diniz continua respaldado, de acordo com o UOL. A avaliação indica que o trabalho ainda apresenta números positivos e deve ser analisado considerando as dificuldades encontradas pelo treinador desde sua chegada.

Entre os obstáculos estão as dívidas que impedem o clube de contratar, os pagamentos pendentes com jogadores – que Diniz tenta impedir que se tornem justificativas dentro do elenco – e as lesões que reduziram ainda mais um grupo já pequeno. Kayke e Zakaria Labyad, por exemplo, eram alternativas encontradas por Diniz e também se machucaram.

Desde que assumiu o Corinthians, Diniz soma 28 jogos, com 13 vitórias, sete empates e oito derrotas. A equipe marcou 32 gols, sofreu 23 e não foi vazada em metade dessas partidas, resultando em aproveitamento de 55%.

No Campeonato Brasileiro, são seis vitórias, quatro empates e seis derrotas em 16 jogos, com 46% de aproveitamento. Considerando apenas o período sob o comando de Diniz, esse desempenho colocaria o Corinthians na nona posição do campeonato, segundo dados do UOL.

A campanha na Libertadores também é usada internamente pela comissão técnica e pelo departamento de futebol para defender a continuidade do trabalho. Desde a fase de grupos, o Corinthians somou 15 pontos e teve a quarta melhor campanha entre os oito classificados, atrás de Flamengo, Independiente del Valle e Palmeiras.

O departamento de futebol destaca que Diniz não recebeu contratações desde sua chegada, o que impacta diretamente seu trabalho. A comissão técnica identificou a falta de opções para as pontas do ataque desde o início de abril.

O clube chegou a encaminhar a contratação de Wesley, mas a negociação foi interrompida por causa do transfer ban, punição que impede o registro de novos jogadores, e o atacante acabou indo para o Cruzeiro.

O UOL apurou que Everton Cebolinha também foi analisado como opção, porém o jogador priorizava inicialmente uma transferência para o exterior. Quando mudou de ideia, o transfer ban já impedia a negociação com o Corinthians.

Diante desse cenário, a diretoria passou a tratar a permanência de Memphis como a principal alternativa para reforçar o elenco sem precisar registrar um novo jogador, decisão que gerou grande incômodo entre os grupos políticos contrários à renovação do atacante.

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A cobrança sobre o treinador aumentou dentro do mesmo grupo político que era contrário à permanência do camisa 10.

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Com informacoes de UOL.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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