Presidente do Banco do Brasil e Sindicato dos Bancários de Brasília trocam acusações de misoginia e má administração

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 20/08/2026 09:20
Presidente do Banco do Brasil e Sindicato dos Bancários de Brasília trocam acusações de misoginia e má administração

Foto: via Folha de S.Paulo

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, notificou extrajudicialmente o Sindicato dos Bancários de Brasília, entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), exigindo resposta a uma matéria publicada no jornal classista Espelho DF.

A publicação, veiculada em maio, adotou tom satírico e de cordel ao questionar a ampliação da jornada de trabalho, descomissionamentos, cobrança de metas, adoecimento de funcionários e a redução de atendimento presencial ocorridos sob a gestão de Tarciana Medeiros. Na capa, o termo "mainha" foi usado para se referir à presidente, natural da Paraíba.

O sindicato alegou que o uso do apelido seria legítimo como forma de crítica, ressaltando que a própria presidente já utilizou a expressão para se referir a si mesma em ocasiões anteriores.

Em resposta, os advogados do Banco do Brasil classificaram o conteúdo da matéria como falso, incompleto e descontextualizado, afirmando que o uso reiterado da palavra "mainha" configurava desqualificação de gênero associada a estereótipos nordestinos, caracterizando misoginia e xenofobia. O documento ainda cita injúria, difamação, uso indevido do nome, da marca e da imagem de Tarciana Medeiros.

O Sindicato dos Bancários de Brasília negou todas as acusações, sustentando que a crítica se limitava à atuação administrativa da executiva e não a atributos pessoais como gênero ou origem. A entidade ressaltou seu histórico de combate à misoginia, ao machismo e à xenofobia, e afirmou que o Banco do Brasil buscava desviar o debate das denúncias de falta de pessoal, sobrecarga de trabalho e fechamento de guichês.

Mesmo contestando as alegações, o sindicato publicou a carta da presidente em seu site, justificando a decisão como um ato democrático e comprometido com a pluralidade de opiniões.

Na carta, Tarciana Medeiros defendeu as decisões da sua gestão, declarando que "não existe banco forte sem sustentabilidade econômica" e que o Banco do Brasil "precisa ser cada vez mais digital sem abandonar quem ainda precisa do atendimento presencial". Ela acrescentou que "quando as críticas passam a carregar traços de qualquer forma de violência, deixamos de discutir o BB e passamos a reproduzir práticas que precisam ser enfrentadas com clareza e firmeza".

Questionado pela coluna sobre as denúncias do sindicato, o Banco do Brasil afirmou que combate com firmeza práticas de assédio moral ou qualquer conduta inadequada no ambiente de trabalho e que "as mesas d".

Com informacoes de Folha de S.Paulo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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