Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordena início das deportações de migrantes em situação irregular
O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, deu ordem para o início das deportações de migrantes que vivem em situação irregular no país. As operações, coordenadas entre a autoridade migratória e a polícia, têm início nesta semana, conforme divulgado pela agência de notícias RFI em 24-08-2026.
De la Espriella chegou ao poder em 7 de agosto de 2026 com uma agenda de linha dura. Seu mandato foi temporariamente interrompido por um forte terremoto que provocou mais de 300 mortes, milhares de residências destruídas e deixou regiões inteiras em situação de emergência.
Um vídeo vazado de um conselho de segurança realizado no domingo, 23 de agosto, em Barranquilla, no norte da Colômbia, mostra o presidente instruindo as autoridades a identificar e deter, em primeiro lugar, os migrantes que cometeram crimes. Em suas palavras, "A ordem à imigração é clara (...) Primeiro, os que estão cometendo crimes, segundo os que não têm sua situação regularizada e que, no curto prazo, terão que ser deportados".
De la Espriella também estabeleceu uma sede presidencial alternativa à de Bogotá na cidade caribenha de Barranquilla, que ele considera sua casa. Nessa ocasião, afirmou: "Não vou aceitar a imigração ilegal. Primeiro, os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos, para que fique claro para todo mundo".
Na última década, a Colômbia tem sido o principal destino de migrantes venezuelanos que fugiram da crise em seu país. Segundo a ACNUR, agência da ONU para refugiados, cerca de três milhões de venezuelanos viviam na Colômbia em 2025.
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Com informacoes de Instituto Humanitas Unisinos - IHU.

