PlayStation responde a ação coletiva e reafirma que jogos digitais são licenças, não propriedade

Por Kaio Vinícius Rodrigues em Rio Verde, GO 31/08/2026 16:45
PlayStation responde a ação coletiva e reafirma que jogos digitais são licenças, não propriedade

Foto: via IGN Brasil

A Sony entrou com uma contestação ao pleito coletivo que alega falta de clareza na PlayStation Store ao indicar que a aquisição de títulos digitais corresponde a uma licença temporária, e não à propriedade do produto.

O processo, registrado em 18 de junho de 2026, sustenta que a empresa não informa de forma evidente, no instante da compra, que os consumidores não adquirem a posse permanente dos jogos. Segundo a ação, a informação fica restrita a textos de baixa visibilidade ou a contratos à parte que o usuário não precisa aceitar explicitamente.

De fato, antes de confirmar a compra, a loja exibe um aviso em fonte reduzida que declara: "Ao selecionar [Confirmar Compra], você concorda em concluir a compra de acordo com os Termos de Serviço da PlayStation antes de utilizar este conteúdo. Você também reconhece que a compra deste produto digital constitui uma licença sujeita ao Contrato de Licença de Produto de Software."

Em resposta, a Sony protocolou, em 21 de agosto, uma petição no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, argumentando que já fornece informação suficiente ao consumidor de que se trata de uma licença e não de um bem adquirido definitivamente. O documento destaca que a Seção 1 do SPLA (Software Product License Agreement) deixa claro que "O Software é licenciado a você, não vendido".

Além disso, a empresa reforça que, na prática digital, não há fundamento para que compradores racionais entendam que estão obtendo propriedade plena. Como exemplo, cita o caso de Edward Heycock, que adquiriu o título Resident Evil Requiem por US$ 69,99 em 25 de fevereiro de 2026, depois de Jason Mendoza ter comprado o mesmo jogo em 14 de fevereiro de 2026; se a compra conferisse propriedade, o primeiro comprador seria o dono, o que não ocorre, pois a licença permanece sob controle da Sony.

Essa defesa vem em um momento em que a Sony tem revisitado sua estratégia em relação à mídia física, como já comentamos anteriormente ao analisar os rumores sobre o possível adiamento do fim da produção de discos físicos. Contudo, a empresa assegura que a transição para o modelo exclusivamente digital não traz prejuízos ao consumidor, desde que as condições de licença estejam claras.

Com informacoes de IGN Brasil.

Kaio Vinícius Rodrigues

Sobre o Autor: Kaio Vinícius Rodrigues

Kaio é o gamer do MOTNAF.NEWS. Vive com o controle na mão e o headset na cabeça — se é jogo, console ou eSport, ele está dentro. Acompanha cada lançamento, cada trailer e cada novidade do mundo dos games com a empolgação de quem joga de verdade. Do PlayStation ao PC gamer, nenhuma estreia escapa dele. Curte tanto os grandes AAA quanto as pérolas indie que ninguém viu. Conta tudo com aquela energia de quem vive a cultura gamer no dia a dia. Seu compromisso é te manter por dentro de cada drop, update e bomba do universo dos jogos. Sempre de plantão, traz a notícia na velocidade de um speedrun. Cada matéria é feita pensando em quem ama um bom game. É MOTNAF.NEWS, é games de verdade.