Pinscher morre após ataque de pit bull em passeio no litoral de SP; vídeo mostra agressão
Um cachorro da raça pinscher morreu após ser atacado por um pit bull enquanto passeava com a tutora no bairro Estância São Jorge, em Peruíbe, litoral de São Paulo, no dia 29 de agosto.
Imagens do sistema de monitoramento da região capturaram o momento em que o pit bull, que havia escapado de uma casa, surpreendeu a tutora, Eliziete Alves, de 39 anos, e o pequeno cão chamado Pi, que estavam caminhando na rua.
Eliziete relatou ao portal G1 que conseguiu pegar o pinscher no colo, mas foi mordida no braço e perdeu a força, deixando o animal no chão. Em seguida, pediu ajuda a um motociclista que passava próximo ao local; o motociclista tentou afastar o pit bull com chutes, porém o ataque só cessou quando um dos tutores do cão apareceu e retirou o animal da cena.
Após o incidente, Eliziete levou Pi a atendimento veterinário e também foi ao hospital devido aos ferimentos no braço. A tutora do pit bull, que preferiu não se identificar, acompanhou Eliziete ao hospital e se comprometeu a arcar com os custos do tratamento de ambos, que ultrapassaram R$ 4 mil. Até o momento, apenas R$ 555 foram pagos pela família do pit bull.
Três dias após o ataque, o pinscher Pi faleceu. O animal havia completado 6 anos de idade no dia 1º de setembro, um dia antes de morrer, e era descrito pela tutora como seu melhor amigo, sempre grudado nela. Eliziete afirmou que está tomando remédios para dormir e que a perda tem sido muito difícil.
Eliziete registrou um boletim de ocorrência e declarou que busca justiça, ressaltando que “situações como essa não podem mais acontecer. Um cachorro sozinho na rua? Impossível, não deve acontecer isso nunca”.
A tutora do pit bull explicou que o cachorro fugiu da casa enquanto a família recebia uma pizza entregue por um motoboy. Segundo ela, o animal costuma ser dócil, convive com bebês e outros cães dentro de casa, mas “agiu por instinto”. Ela lamentou o ataque e se colocou à disposição para ajudar no que for necessário.
A médica veterinária Thalita De Noffri Lapa Louza destacou a importância de não generalizar a raça pit bull como violenta, afirmando que, apesar de ser conhecida pela força, lealdade e musculatura robusta, a conduta do animal depende da criação, disciplina, limites, atividade regular e socialização desde filhote.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP‑SP) informou que o caso foi registrado como contravenção penal e lesão corporal na Delegacia de Peruíbe, que está conduzindo as investigações. A vítima foi orientada quanto ao prazo para representação criminal.
Com informacoes de G1.

