Eclipse solar total de 2027 será o mais longo do século, com 6 minutos e 23 segundos de escuridão

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 05/09/2026 14:20
Eclipse solar total de 2027 será o mais longo do século, com 6 minutos e 23 segundos de escuridão

Foto: via Olhar Digital

O eclipse solar total previsto para 2 de agosto de 2027 transformará o dia em noite profunda sobre uma faixa de 258 quilômetros de largura, proporcionando até 6 minutos e 23 segundos de totalidade, conforme dados da NASA.

O fenômeno ocorrerá quando a Lua estiver próxima ao perigeu, aumentando seu diâmetro aparente e reduzindo a velocidade orbital, o que gera a extensão histórica da sombra sobre a superfície terrestre.

A trajetória da umbra cruzará o extremo sul da Espanha, passando pelo Estreito de Gibraltar, seguirá pelo Marrocos e Argélia, atravessará a Líbia e o Egito, e concluirá sobre a Arábia Saudita, Iêmen e Somália, regiões reconhecidas por céus claros e baixa nebulosidade.

Esses países deverão receber expedições científicas internacionais, impulsionando o turismo astronômico e a economia das cidades situadas diretamente sob o caminho da sombra.

Embora não ultrapasse o recorde de 6 minutos e 39 segundos registrado em 22 de julho de 2009, o eclipse de 2027 destaca‑se pela visibilidade sobre áreas desérticas e pela infraestrutura de acesso que facilitará a observação pública.

O próximo eclipse total que superará a duração de 2027 está projetado para 3 de junho de 2114, com 6 minutos e 32 segundos de totalidade, um intervalo de quase 87 anos.

Para observar o evento com segurança, recomenda‑se o uso de óculos certificados pela norma ISO 12312‑2 ou filtros solares adequados para câmeras e telescópios. Apenas durante a fase de totalidade completa é seguro retirar a proteção ocular, devendo‑se recolocá‑la imediatamente ao término.

Outras descobertas recentes incluem um computador de dois milênios encontrado no fundo do mar, que utilizava engrenagens de bronze para prever eclipses, e a sonda soviética que permaneceu 127 minutos em Vênus, enviando 14 imagens sob temperaturas de 465 °C.

Além disso, o telescópio James Webb detectou um objeto a 660 milhões de anos‑luz que pode ser uma “estrela de buraco negro”, ampliando o conhecimento sobre os primeiros estágios do universo.

Com informacoes de Olhar Digital.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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