Petróleo em Alta: Onde as Ações de Petrobras, PRIO e PetroReconcavo Podem Chegar?
A nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a colocar o petróleo e as ações de petroleiras no centro das atenções do mercado. Diante desse cenário, a cotação do Brent fechou, na véspera, com alta de 5,2%, a US$ 78,02, mas na sessão desta quinta-feira opera com alta mais comedida, de 0,7%, a US$ 78,61.
Para os investidores de ações de companhias petrolíferas, o principal ponto de atenção segue sendo um possível fechamento do estreito de Ormuz. Enquanto os EUA dizem que a nova onda de ataques acabou, o Irã diz que o fluxo na região será normalizado apenas quando condições definidas pelo regime sejam atendidas.
De novo, o mercado volta a se preocupar com a possibilidade de um bloqueio no estreito de Ormuz, como já mostramos em nossa cobertura anterior sobre juros futuros e o mercado de ações europeias. Analistas ouvidos pelo nosso portal avaliam que uma ameaça concreta ao fluxo de petróleo pela região poderia levar o Brent à faixa de US$ 80 a US$ 90.
Em um cenário mais severo, envolvendo bloqueios, restrições à navegação ou ataques à infraestrutura petrolífera, o barril poderia alcançar valores entre US$ 90 e US$ 100. A valorização da commodity tende a melhorar a percepção sobre empresas produtoras e exportadoras, embora o desempenho das ações também dependa de fatores como produção, custos, endividamento e condições específicas de cada companhia.
Além disso, os gráficos mostram que os papéis ainda precisam superar regiões técnicas importantes para confirmar movimentos mais consistentes de alta. Diante desse cenário, a análise técnica de Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) mostra os principais níveis de suporte, resistência e tendência que devem orientar o comportamento das ações nos próximos pregões.
Petrobras (PETR4) acumula alta de 32,03% em 2026 e encerrou a última sessão cotada a R$ 39,65, com valorização de 3,15%. O forte movimento comprador observado no último pregão permitiu que o papel voltasse a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, um sinal positivo para o curto prazo, embora ainda insuficiente para confirmar uma reversão da tendência de baixa predominante nas últimas semanas.
PRIO (PRIO3) acumula alta de 36,21% em 2026 e encerrou a última sessão cotada a R$ 56,42, com leve avanço de 0,34%. Após semanas de pressão vendedora, a ação encontrou suporte na região de R$ 51,60 e iniciou um movimento de recuperação que a recolocou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando uma melhora no comportamento de curto prazo.
PetroReconcavo (RECV3) acumula alta de 1,50% em 2026 e encerrou a última sessão cotada a R$ 10,15, com valorização de 6,04%. O forte avanço observado no último pregão permitiu que a ação voltasse a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando uma melhora no comportamento de curto prazo após uma sequência de fortes quedas.
Com informacoes de InfoMoney.

